23 dezembro 2008

Sismos em Moçambique – Uma Realidade Assustadora!


Fiquei perplexo ao tomar conhecimento da ocorrência de “mais um sismo”, de proporções “quasi-nacionais”, na madrugada do passado dia 27 de Novembro de 2008. Ao lembrar-me que tivemos há menos de três anos, uma ocorrência similar mas mais devastadora que esta e, atendendo que Moçambique se localiza “supostamente” numa zona sismicamente “não-activa”, a primeira coisa que me ocorreu foi que estávamos em presença de eventos que precisam de ser tomados muito a sério!

Elaborei então este artigo de reflexão para discutirmos alguns aspectos desta realidade assustadora! Porém, optei por não publicá-lo imediatamente, exactamente para “medir” a atenção e reacção não só das autoridades competentes, mas também da sociedade civil em geral, no que concerne a esta temática! Como nestes casos, as “expectativas” dificilmente costumam ser defraudadas, eis que volvido aproximadamente um mês, o sismo foi isso mesmo: teve uma magnitude de 3,9 graus na escala de Richter, que, segundo fonte do Ministério dos Recursos Minerais, teve epicentro “pretensamente” no distrito do Lago, província do Niassa (citando o “Noticias”). No mesmo dia, o abalo, desta feita com magnitude de cinco graus, fez-se sentir no distrito de Machaze, na província de Manica, causando a destruição parcial de uma escola primária localizada na região de Macundane, posto administrativo de Chitobe. Atingiu também com alguma intensidade a região de Mabote, no norte de Inhambane. Não se registaram vítimas humanas.

“Prontos”, e dito isto, assunto completamente encerrado! A vida continua na sua normalidade e: “Até ao próximo sismo....!" Voltaremos a falar do número de mortos, casas destruidas e, talvez, “mais houvera, lá chegara”, como gosta de dizer o nosso “automobilista-mor”!

Quando a 23 de Fevereiro de 2006, um forte sismo com magnitude 7,5 na escala de Richter, com epicentro em Chipungabera, quase mil quilômetros ao norte de Maputo, atingiu toda a região centro e sul do país, causando cinco mortos e 36 feridos, derrubando 288 casas, afectando 1,4 mil pessoas e deixando a cidade capital “em parampas”, eu estava a completar quase um mês consecutivo em trabalho na outra capital, a do norte, Nampula!
Como estava com “deadlines” apertadas para terminar um projecto, normalmente regressava a casa praticamente à madrugada, tirando as “noitadas” habituais dos fins de semana! Mas naquela noite do “sismo”, notei um fenómeno bastante esquisito e invulgar: para quem conhece aquela cidade, na Av. Eduardo Mondlane, a que atravessa a Catedral e o palácio do Governador, havia uma “bicha” de cães, espaçados entre 15 a 20 metros, deitados e em tom bastante descansado! Nunca tinha visto um cão de rua naquela urbe e perguntei-me donde teriam vindo tantos e porquê estariam na via pública, naquele zona “nobre” e tão relaxados??
Chegado a casa e como sempre fazia, liguei a “DSTv” e curiosamente o canal que estava sintonizado era a BBC se não estou enganado. No rodapé vi os últimos excertos de uma notícia se refendindo a “earthquake” e a imagem que mostrava no écran era a do mapa de Moçambique, com um círculo vibrante, mais ou menos na zona de Sofala. Como não é possível fazer o “rewind”, dormi pensando que talvez se tratasse de um “estudo” qualquer sobre a “matéria” que estivesse para se realizar no país.

Meu espanto foi observar no “Café da manhã” seguinte, todo o reboliço vivido em Maputo por causa do sismo! Nesse momento então percebi o “episódio dos cães” na madrugada anterior! É que estes animais têm a capacidade “ultra-sonora”, o que os permite detectar sons e vibrações que passam despercebidas ao “faro” humano! A implicação directa é que, embora não reportado, a cidade de Nampula também foi afectada pelo terramoto de 2006, mas em magnitude não perceptível por nós humanos, problema exacerbado ainda pela deficiência de estações de detecção deste tipo de fenómenos no país. Sem muita sombra de dúvida, aqueles “dogs” estavam ali porque o meio da rua era um “abrigo seguro” perante aqueles ruídos que escutavam e vibrações de tudo à sua volta, que só eles viam/sentiam! Hoje, nações potencialmente “sísmicas” como o Japão estão a desenvolver estudos para aproveitar essa “potencialidade canina” em sistemas de detecção e alerta em casos de iminência de sismos!

A informação que tem sido regularmente “vendida” é que Moçambique não é um país com actividade sísmica que deva inspirar motivo de preocupação e, infelizmente, a nossa prática corrente de Engenharia Civil segue cegamente esse pressuposto! Infraestruturas públicas e privadas de elevado valor continuam a ser concebidas e construidas sem a mínima consideração deste tipo de “solicitações acidentais” (sísmicas). Aliás, e para o cúmulo da situação, essas matérias nem sequer são ensinadas nas nossas universidades (pelo menos não o eram enquanto estava lá).

Três anos depois da ocorrência recente que inclusive ceifou vidas humanas, continuamos a “pretensamente” localizar os epicentros dos sismos porque, apesar de dispormos alguns centros sismográficos, reabilitados e apetrechados, os mesmos não funcionam por falta de capacidade técnica para se prestar a necessária assistência técnica ou seja, a leitura e interpretação dos equipamentos continua a ser feita às “apalpadelas”. Se há pouco vimos uma barragem recentemente reabilitada e que custou os “olhos da cara” ao erário público (portanto a nós pagadores de impostos), ser completamente destruída por causa do que não deve estar longe de “negligência cristalina”, hoje vemos uma clonagem perfeita desse marasmo e “modus-operandi”, que se encontra calcinado em larga maioria das nossas instituições públicas.

Na altura do sismo de 2006, cujos movimentos telúricos puderam ser sentidos também em partes distantes como Johanesburgo, Pretória e Durban, na África do Sul; e Harare, no Zimbábwe, foi referido que se tratava de um “efeito secundário” do maremoto (tsunami) previamente ocorrido no oceano Índico e que causara enorme morte e destruição lá para as bandas da Tailândia! O que ninguém se deu ao tempo de explicar é “o porquê” de nós (coitadinhos da silva) termos sido “os escolhidos” para sentir esses efeitos. Muita gente não sabe ainda que o território moçambicano é propenso aos sismos já que se encontra no chamado Vale do Rift, uma falha que se estende por mais de 6 mil quilômetros desde o norte da Síria, atravessa o chamado "Corno de África", segue a linha dos "Grandes lagos" e termina no Canal de Moçambique, que separa o nosso país da ilha de Madagáscar. Citando o Diretor do Departamento Nacional de Geologia, Elias Daudi, as províncias de Manica e Sofala são as que correm mais risco de serem sacudidas por grandes terremotos. Entre 1950 e 1957 se registraram naquela zona dez sismos, todos de grau 6 na escala aberta de Ritcher, seguindo-se um "intervalo dormente" de quase 30 anos na frequência destes terremotos, que foram retomados em 1985, mas com menor magnitude.

O que os meus “fellows citizens” precisam de saber é que sismos são fenómenos cíclicos e as regiões das “falhas tectónicas” são os seus campos preferidos de acção. Sem sombra de dúvidas que iremos ter mais sismos a curto prazo e provavelmente, com magnitudes muito mais elevadas! Nesse cenario que se perspectiva negro, tenham a certeza que é extremamente desolador dar conta da maneira como se tem tratado destes assuntos que não exigem outras coisas senão rigor, seriedade e competência!

Tal como referi anteriormente em relação a prevenção e combate a incêndios, é altura do Ministério das Obras Públicas, a Ordem dos Engenheiros e organismos afins, tomarem a peito esta questão e introduzir regulamentos e códigos apropriados para o dimensionamento e concepção de infraestruturas à altura de resistirem a este tipo de “solicitações” e a esta “nova” realidade. Ao Ministério dos Recursos Minerais, esta é altura de mandar à formação técnicos aos países que dominam estas questões e apetrechar todas as estações sísmicas e afins existentes e totalmente abandonadas pelo país a fora. Se quisermos atacar este problema de uma forma transversal, é fundamental ter o real “scope” da sua natureza e essas bases de dados são cruciais! Basta de termos que detectar “pretensamente” os epicentros dos sismos que ocorrem por esta Pérola! Devemos dar graças a Deus que os danos materiais e humanos ainda sejam reduzidos (uma das razões que julgo estar por detrás do desleixo e total abandono que é dado a estas matérias), mas não haja dúvidas que, se este país estivesse num estágio mais avançado em termos de desenvolvimento de infraestruturas, teríamos tido nestas mesmas circunstâncias, muito mais choro, dor e destruição.

Ao povo moçambicano em geral, e aos leitores do “Desenvolver Moçambique” em particular, que tiveram um ano de desafios e dificuldades, mas que sempre se mantiveram fiéis e cometidos à maximização dos seus esforços, cientes que o “amanhã será melhor”, vai aqui um abraço caloroso e votos sinceros de um Feliz Natal e uma Passagem de Ano tranquila com amigos e familiares, sem as habituais “candongas” de produtos de primeira necessidade, a onda descontrolada de crime e companhias de telefonia móvel que insistem em não nos deixar comunicar com aqueles que prezamos, nestas horas especiais!

07 dezembro 2008

Ria ao Domingo V

Na China é Assim!

Estavam na China um português, um americano e um espanhol.
Estavam a beber na praça. Só que na China isso é proibido e eles foram apanhados em flagrante. Presos, foram levados ao Juiz para ouvirem a sua sentença.

O Juiz deu um raspanete e disse que cada um ia receber 20 chicotadas como punição. Só que estavam em transição entre o ano do cão e o do rato, e cada prisioneiro tinha direito a um pedido:
- Você americano! Seu país é racista, capitalista e eu odeio vocês, mas promessa é promessa! Qual o seu desejo, desde que seja não escapar da punição?
- Quero que amarrem 1 travesseiro nas minhas costas!
- Que assim seja! E tome as chicotadas com o travesseiro nas costas.
Lá pela décima chicotada o travesseiro cedeu e o americano ainda levou 10 chicotadas.
- É a sua vez espanhol! Seu povo é muito arrogante e trapaceiro. Odeio vocês, mas promessa é promessa!! Qual o seu desejo?
- Que amarrem 2 travesseiros nas minhas costas!
E assim foi. Lá pela décima quinta chicotada os travesseiros cederam e o espanhol apanhou 5 das 20 chicotadas. Mas ficou feliz porque passou a perna ao americano!

Foi a vez do portuga.
- Ora, ora, você é português... Povo simpático, humilde... Como eu gosto do seu povo você terá direito a 2 pedidos!!
- Bem, eu queria levar 100 chicotadas...
- Espantoso!! Ainda por cima é corajoso !! Seu pedido será realizado!! Qual é o próximo?
- Amarre o espanhol nas minhas costas!

06 dezembro 2008

A Permissidade, Porosidade e Permeabilidade das Nossas Fronteiras

Trabalhar para as Alfândegas de Moçambique é daqueles “empregos promissores”, para esta juventude ávida de “fazer a vida” numa sentada e sem esforço! A lamúria de sempre é que “o Estado paga mal”, mas alfandegário, constrói casa(s), compra os carros que querer, não tem problema em ter uma amante (daquelas caprichadas e altamente materialistas) em cada esquina! Tenho amigos e familiares a trabalhar nesse sector e estes ficam assolados por uma tristeza e depressão profundas quando, por força do processo habitual de “rotação de quadros” acabam saindo dos lucrativos “postos fronteiriços” para um escritório qualquer no centro da cidade, onde a possibilidade de esquemas é diminuta, se não mesmo impossível!

Para quem acompanha as notícias desta nação com regularidade, não raras vezes ouve falar em camiões que supostamente deveriam ter carga, transportando batalhões de imigrantes ilegais vindos da região dos “grandes lagos” para “parte incerta”, e que só por mera coincidência são interceptados algures já no interior do país! Ou da avalanche de crianças que são transportadas para a zona sul, para destinos que nunca são revelados! Ou ainda de adolescentes raptadas em plenas artérias da capital, que acabam despertando apenas em bordeis lá na terra do Rand (“caso Diana”).

Sabemos todos que Moçambique continua a ser um corredor “seguro” para o tráfico de drogas e os vários eventos ocorridos nesta última década, com “haxixe”, “mandrax”, etc a passearem a sua classe estupefaciente às toneladas pelos nossos portos, são certamente elucidativos.

Em casos isolados e excepcionais, somos brindados com notícias como a da captura de Mohamed Maqsud a 26 de Março de 2002 no Aeroporto Internacional de Mavalane, com mais de um milhão de dólares em «cash» ou dos dois paquistaneses detidos a 26 de Novembro de 2008 na fronteira de Machipanda, na província de Manica, na posse de aproximadamente 2,5 milhões de dólares norte-americanos e 25 mil libras estrelinas. Mas é bom estarmos cientes que estes eventos não passam de “gotas no fundo do oceano”, quando se trata da real dimensão do “tráfico transfronteiriço” à toda escala, existente actualmente em Mocambique.

A situação é mesmo grave, assustadora e todo o cidadão deveria estar seriamente preocupado com a porosidade e permissidade das nossas fronteiras. Estas são “indeed” portões abertos e desguarnecidos!

Um evento testemunhado por mim, há cerca de 5 anos, talvez vos dê uma imagem “cristal clear” do que realmente ocorre nas nossas fronteiras:

Numa daquelas sequências de “feriados que não acabam”, decidi viajar com a minha namorada de então à Swazilândia, com o intuito de passar o fim de semana lá, espairecer e fazer algumas compras. Porque não queríamos ter a chatice de conduzir, os problemas habituais com o tráfego, parques de estacionamento, etc, decidimos “pegar” um chapa alí na “baixa”! Chegados a Namaacha e, para nossa surpresa, o movimento na fronteira não estava agitado! Tratamos dos procedimentos alfandegários habituais e, em menos de meia hora, o pessoal todo do “mini-bus” já estava regularizado, excepto um dos passageiros! Por causa desse passageiro, ficamos mais de 2 horas a esperar, porque, conforme nos constou preliminarmente, ele tinha alguns problemas com a sua documentação. Nestas coisas de viagem, a “solidariedade” fala sempre alto e ficamos a esperar pacientemente porque, todos sabemos que estes infortúnios podem ocorrer a qualquer um.

Quando finalmente o assunto ficou “tratado”, no lado da fronteira Moçambicana, vimos a saber que afinal, o tal passageiro era um nigeriano e, imagine-se, nem sequer tinha passaporte! Tudo o que possuía era apenas um “permit” (nessa altura já expirado) para atravessar a fronteira entre a Tanzânia e Moçambique, lá para as bandas do Rovuma! Esse mesmo indivíduo, nas condições “documentais” acima descritas, acabava de ter das nossas “Autoridades Alfandegárias” o seu OK para seguir viagem!

Notamos também afinal que, o proprietário/motorista do “chapa” em que seguíamos, um swazi, talvez por ser homem viajado e de óbvios muitos contactos ali nas instâncias aduaneiras, é que estava a tratar das “diligências”! Embora menos demorada, a regularização da situação do homem levou cerca de 1 hora, no lado da fronteira Swazi! Por meio entre “alivio” e “perplexão” pelo que estamos a viver naquela viagem, finalmente podíamos continuar com a nossa jornada.

Conforme todos sabem, àlgumas colinas depois da fronteira de Namaacha, existe um “controle” guarnecido não por funcionários alfandegários corruptos, mas por “militares” (algumas vezes, muito orgulhosos da sua brutalidade). Ao imaginar o que aquele nigeriano teria passado na sua longa jornada, desde o seu país “petroleiro” até aquele marco topográfico em que nos encontrávamos, devo confessar-vos que eu e se calhar todo o “mini-bus” estava a torcer para que o homenzinho conseguisse superar mais aquele “obstáculo”! É que não tínhamos outra hipótese: o “tipo” já tinha alienado a nossa viagem, fazia muito tempo!

O motorista parou a viatura uns tantos metros ainda na subida àquele cume montanhoso, e instruiu-o a andar pelo outro lado da via, como se fosse um transeunte qualquer e habitante da região, tentando comprar alguma coisa das vendedoras que ali normalmente se encontravam e que iria recolhê-lo nas bombas de combustível situadas a seguir ao “posto de controle”. Nós avançamos, paramos no controle, mostramos os passaportes, os “brutamontes” revistaram a viatura, sempre à gritaria e com dizeres pouco perceptíveis! Nessa altura estávamos mesmo que literalmente a “rezar” para que o nosso comparsa se safasse! Não tardou, e vímo-lo ser arrastado já algemado, por dois militares. “O caldo estava entornado”! A sua mochila ficou ali na viatura na posse do motorista, e nós “bazámos” para Manzini!

Este é um relato cuidadoso do dia-a-dia nas nossas fronteiras! “Tudo” passa, sem dificuldades, desde que o seu proprietário “saiba conversar”! Aqueles que deveriam velar pela nossa segurança, são os mesmos que não se coibem de “comercializá-la a preços de saldo”.

Por causa deste episódio, da corrupção desenfreada na nossa (des)“Guarda fronteiriça” e da efectividade dos “Comandos Swazis”, pus-me aqui a pensar se, de forma similar (e acautelando-se todos os possíveis efeitos nefastos e contraproducentes), unidades especiais do nosso exército, com um código de conduta e deontológico severos, bem equipadas e apetrechadas, uma vez localizadas em pontos estratégicos e de forma independente às “Alfândegas de Moçambique”, passassem a efectuar a verificação pontual da “legalidade” da carga e passageiros em trânsito pelas nossas principais rotas fronteiriças, se não teríamos resultados concretos e palpáveis no que concerne ao combate ao contrabando?!?

O que o amigo leitor, agora que está com a sua cervejinha bem gelada (ou sumo, pois claro) para matar este calor infernal, acha sobre esta temática?!?

Um abraço a todos e votos de um excelente fim-de-semana!

03 dezembro 2008

Honestidade Jornalística, Precisa-se! O que acha o amigo "Falume Chabane" do Jornal “O Autarca”?!?

“Pensar e articular palavras é um processo que provoca fome! Experimente para ver!”

Jonathan McCharty

Conforme todos sabem, este blog é público, quer dizer, todos os que queiram, podem acedê-lo, comentar e até republicar as postagens aqui patentes, nos fóruns que acharem convenientes, de acordo com a sua livre e expontânea vontade!

Este espaço chama-se “Desenvolver Moçambique” e o seu autor, Jonathan McCharty!

Agora, quando se retira daqui (com a facilidade que os comandos “copy” e “paste” nos dão) excertos inteiros, incluindo “pontos”, “vírgulas” e até “aspas”, para um artigo dum jornal da praça, sem qualquer citação da fonte e pura e simplesmente alegando que se trata da “opinião comum”, julgo estarmos então, em presença de um ataque desinibido à honestidade jornalística! Gostaria de saber, portanto, o que o jornalista Falume Chabane realmente pensa sobre isto!

Mas hey, “Momentos de inspiração não se criam, acontecem”! Por isso não se coiba de os fazer acontecer! Aceda ao “Desenvolver Moçambique”, sempre que o desejar e o receberemos de inteiro agrado!

Um abraço fraterno e queiram todos aceitar os meus desejos de continuação de uma óptima semana laboral!

02 dezembro 2008

DESENVOLVER MOÇAMBIQUE-BLOG DO MÊS NO MOÇAMBIQUE-PORTUGAL!

O Albertino Silva, autor do blog “enciclopédico” Moçambique-Portugal, ao qual uma visita obrigatória é fortemente recomendada, grande amigo, mão hábil e influente na apresentação gráfica do “Desenvolver Moçambique” nas suas várias “investidas”, acaba de nos nomear para o “Blog do Mês”, Dezembro, mês do Natal e do Fim-do-Ano! Quanta honra, Albertino!

É com humildade que aceitamos esta nomeação, cientes que continuamos a ser uma parte minúscula deste Universo que no dia a dia, não vê mãos a medir quando se trata de debater Moçambique sob todos os aspectos, de levantar esta nação e projectá-la para os patamares do Progresso e do Desenvolvimento! É esse o nosso cometimento e esperamos seja também dos demais!

Obrigado Albertino!
Obrigado Moçambique-Portugal!
Bem hajam!


30 novembro 2008

Ria ao Domingo IV

O Cemitério!

Numa cidadezinha do interior havia um coqueiro carregado de côcos dentro do cemitério. Dois amigos decidiram entrar lá à noite (sem os guardas se perceberem) e pegar todos os côcos.

Eles pularam o muro, subiram a árvore com as sacolas penduradas no ombro e começaram a distribuir o 'prêmio'.

- Um pra mim, um pra você.
- Um pra mim, um pra você.
- Pôh, você deixou esse dois caírem do lado de fora do muro!
- Não faz mal, depois que a gente terminar aqui pega os outros.
- Então tá bom, mais um pra mim, um pra você.

Um bêbado, passando do lado de fora do cemitério, escutou esse negócio de 'um pra mim e um pra você' e saiu correndo para a esquadra. Chegando lá, virou para o policia:

- Ó policia, vem comigo! Deus e o diabo estão no cemitério dividindo as almas dos mortos!
- Ah, cala a boca seu bêbado!
- Juro que é verdade, vem comigo.

Os dois foram até o cemitério, chegaram perto do muro e começaram a escutar...
- Um para mim, um para você.

O policia assustado:
- É verdade! É o dia do apocalipse! Eles estão dividindo as almas dos mortos! O que será que vem depois?

Lá dentro, os dois amigos já estavam quase terminando...

- Um para mim, um para você. Pronto, acabamos aqui. E agora?

- Agora a gente vai lá fora e pega os dois que estão do outro lado do muro...

22 novembro 2008

How does a Sore Loser Looks Like!?!

“Assim, felicito ao candidato vencedor”!
Lourenço Bulha em conferência de imprensa (após verificar que não tinha hipóteses....)

Após ganhar praticamente todas as Autarquias a bem ou a mal, parece que o que se poderia considerar uma “vitória esmagadora”, está a ser comemorada com um sabor muito amargo na boca!!

A derrota no Município da Beira foi um estrondo que se calhar “nosotros” ainda não imaginamos as suas reais dimensões para os “perdedores”! Talvez, se olharmos para o facto de uma das equipas ter jogado sem “mister”, sem equipamento e completamente desfalcada de recursos e a outra, tinha as melhores “estrelas” da modalidade, bem apetrechada e totalmente convencida da vitória, e mesmo assim, levou uma goleada daquelas, então deve “de ser” (como diz o meu amigo Pinto da Costa) mesmo muito doloroso…….ao ponto do nome do “vencedor” ficar completamente entalado na garganta! E, para não variar, as antenas de radio e TV também emitem aquele som de “interferência” quando a palavra em questão é Daviz Simango!!

Deve “de ser” mesmo terrível levar uma tareia enorme com um “miúdo”!!

By the way, That’s how a sore loser behaves!!

21 novembro 2008

A Vitória de Daviz Simango e o seu Significado para os Políticos de Meia-Tigela!!

A rejeição de Eneas Comiche e Daviz Simango pelos seus partidos, para a recandidatura aos seus postos que, não estando a ser executados com perfeição, revelaram empenho, dedicação e vontade de fazer pouco vulgares, devo confessar, criaram um “traumatismo craniano” àqueles verdadeiros nacionalistas e patriotas que querem ver esta nação desenvolver-se e ocupar os patamares cimeiros não só no contexto Africano, mas do mundo em geral!

O “Desenvolver Moçambique” exultou de júbilo quando Daviz Simango aceitou recandidatar-se como independente, fazendo jus ao apoio massivo que lhe estava a ser conferido pelas “verdadeiras bases” do Munícipio do Chiveve! Digo “verdadeiras bases” porque se haviam dúvidas, os resultados actuais mostram que as tais “bases” que supostamente preteriram Daviz, eram totalmente fictícias!

Mostramos a cara desde essa altura e defendemos porquê Daviz deveria assumir aquela empreitada! Apoiamos incondicionalmente a sua candidatura e mostramos porquê ela era importante para a sobrevivência da democracia e marcha desta nação para os mares de desenvolvimento! “Sobrevivência” é a palavra correcta porque, quando vemos que dirigentes que se entregam de forma abnegada ao seu trabalho, são abruptamente “trucidados” pelas suas máquinas partidárias, apenas porque não satisfizeram alguns interesses particulares das suas elites e parasitas associados, então alguma coisa está seriamente errada! Não é num país onde a “tirania” e a “ditadura” são ovacionadas e o trabalho e o bom-senso são exterminados em hasta pública sem dó nem compaixão, que quero viver e quero deixar para os meus filhos!

É verdade que era muito “impopular” apoiar uma causa invulgar, atendendo que vivemos num ambiente domado pelo comodismo e pela inépcia! Muito poucos ousaram manifestar o seu optimismo e acreditar nas suas convicções de que uma causa nobre, justa e verdadeira como esta poderia triunfar! Recorde algumas das coisas que por essas alturas dissemos aqui, aqui e aqui!

No entanto, houve “pundits” e “eruditos” que correram a defender que Daviz não teria hipóteses algumas de sobreviver sem a tradicional “chupeta” partidária! Citaram os fracassos de Masquil e Raul Domingos, não ao ler os “eventos sócio-políticos” que despoletavam, mas com uma margem ínfima de erro (minha), defendendo meramente as suas convicções partidárias e a direcção do marasmo em que querem ver esta nação trilhar! Não perceberam que Daviz encorpa “what’s Moçambique is all about”, a tolerância, inclusão, o diálogo, o trabalho, em suma, os anseios deste povo que faz tempo, não vê quem genuinamente assume o poder para melhorar as suas vidas, defender os seus interesses e conduzir este país ao progresso!
Houve até quem o considerou como “o mau da fita” e um “Messias político” que não podia esperar mais nada, senão ser crucificado a 19 de Novembro de 2008!

O debate é mesmo isso: o refinamento permanente das nossas ideias e convicções! Por isso, os cépticos e detractores da candidatura de Daviz Simango, depois da “digestao” dos fenómenos ocorridos nesta “Super-Quarta” têm uma oportunidade soberana de pôr a boca mais uma vez no trombone e nos dizerem “o que correu mal” para que as suas profecias não se realizassem! É dessa maneira que o “conhecimento” evolui nas sociedades e, o “Desenvolver Moçambique” está aqui para aprender!

Aos Políticos de Meia-Tigela, esta vitória de Daviz Simango lança um alerta importante e encoraja à reformulação das suas plataformas governativas! Político de Meia-Tigela é aquele que desde o primeiro dia do seu mandato, não está interessado em cumprir o seu manifesto eleitoral, mas pura e simplesmente, em delinear e implementar estratégias para vencer as próximas eleições!

O POVO NÃO É BURRO!

Governe pensando naqueles que o elegeram! Com os parcos recursos existentes (como gostamos de proferir) há muita coisa que pode ser feita, desde que haja zelo, empenho e vontade política! Daviz fez isso, o povo Beirense percebeu o contraste entre a sua governação e a de seus antecessores e retribuiu a dedicação deste seu carismático Autarca com uma votação massiva a seu favor!

Agora, é verdade que o caminho enveredado por Daviz não seja nada fácil! Ele exige trabalho árduo, visão governativa e conhecimento (know-how), o que parece que muita gente não está habituada ou mesmo, não tem capacidade intelectual para tal! Quer queiram, quer não, esse é que passou a ser o novo tipo de liderança, o caminho a seguir para a governação à todos os níveis, nesta nação do Índico! Não estamos a falar do “futuro”, porque essa porta acabou de se abrir, com a eleição de Daviz Simango!

As expectitivas agora são muito elevadas e não me admiraria que nalguns pares de anos, o verdadeiro “filho de peixe” (que nada como um tubarão) esteja ali na Pereira do Lago, comandando esta nação para o progresso e para o desenvolvimento!

MOÇAMBIQUE, OYÊÊEH!
OYÊÊÊÊEHHH!

Daviz Venceu!! Oyeeeh!

Contra as certezas dos “eruditos” da praça, Daviz venceu fora de qualquer plataforma partidária, essas que sistematicamente têem traduzido as suas posições cimeiras como um veículo de acumulação de riqueza ilícita e distribuição de favores aos seus vassalos, familias e demais parasitas atrelados!

Venceu a democracia! Venceu a dignificação e promoção dos governantes que realmente honram os propósitos da sua eleição, que é trabalhar arduamente pelo seu povo!

Parabéns ao povo da Beira que soube defender os seus interesses!
Parabéns a Daviz Simango, por ter aceite o chamamento da pátria e levado este desafio sem igual na nossa história pós-independência a bom porto e que, como referi anteriormente, marca “o início de uma nova era nesta Pérola do Índico”

É difícil fazer um “hat-trick”, mas a confirmação da nossa “Previsão Meteorológica para o mês de Novembro” sugere isso mesmo:

“Desenvolver Moçambique” 3 – Apóstolos da Graça 0

17 novembro 2008

Brincando aos Números em Tempo de Campanha no Município da Beira!!


Legislação Eleitoral de Moçambique

Capítulo VI: O Apuramento dos Resultados
“Se houver discrepância entre o número de boletins na urna e o número de votantes, vale o número de boletins na urna desde que não seja superior ao número de eleitores inscritos. Se o número de boletins na urna for superior ao número de eleitores inscritos, a votação será considerada nula e repetida no segundo domingo posterior à data da decisão de nulidade da votação.”
(So, we have a law that promotes “mistakes”! And who benefits from them?)

“As urnas, actas, editais, cadernos de recenseamento e toda a restante documentação deve ser entregue à Comissão de eleições distrital, ou de cidade, que por sua vez deve fazer chegar todo esse material à Comissão Provincial de Eleições no prazo de 48 horas. Os delegados de candidaturas têm o direito de acompanhar o transporte destes materiais e devem ser informados sobre as horas em que ele se efectua.”
(Candidates must not worry about t-shirts and “capulanas”! Their first priority get to be to have someone in each truck and each warehouse door lock looking after for those ballots!)

“O Presidente da CNE anuncia os resultados e manda divulgá-los através dos órgãos de informação no prazo de 15 dias a partir da data de encerramento da votação.”
(If you have the district ballots reaching out the CNE provincial headquarters lately after 2 days, why do you need 2 weeks to show the results? Is it to have enough room to “industry” the outcome of the election?)

ARTIGO 24
(Proibição de divulgação de sondagens)
“É proibida a divulgação dos resultados de sondagens ou de inquéritos relativos à opinião dos eleitores quanto aos concorrentes à eleição, desde o início da campanha eleitoral até à divulgação dos resultados eleitorais pela Comissão Nacional de Eleições.”
(Do we still have the guts to say that “we are in a democracy”? Are you kidding me? No polls, no surveys, really? Who’s afraid of them??)

Quem tem medo de tornar as nossas Instituições Eleitorais despartidarizadas?
Quem tem medo de torná-las democráticas e imparciais?

A nossa lei eleitoral com muitos dos seus artigos “cirúrgicos” (alguns indicados acima) é assustadoramente permissiva e com um potencial enorme para promover a fraude eleitoral! Se a nossa estrutura administrativa eleitoral continuar nos moldes em que está, praticamente sem envolvimento algum da sociedade civil, fica virtualmente impossível esperar processos eleitorais que sejam livres, transparentes e justos!

Se os candidatos e os partidos políticos fora do poder não prestarem uma atenção cuidada ao desenrolar destes processos, montando principalmente uma estrutura consistentente de fiscalização e monitoria dos resultados “on site”, então podem ter a certeza que isto tudo não passará de um autêntico “Kumbaya Eleitoral”!

Porém, este não é o propósito desta postagem! Apesar de muita gente detestar Matemática, é sobre números que gostaria de “brincar” um pouco! Senão vejamos:

Lotação do Estádio da Machava: 45,000 lugares

População da Beira: 436,240
(Discurso de Edson Macuácua em campanha na Casa de Cultura: 500,000 participantes - 115% da população)

População de Chicago:2,842,518
(Discurso de Vitoria de Obama a 04/11/08: 240,000 participantes - 8.5% da população)

População de Portland no Estado de Oregon:545,140
(Discurso de Obama a 18/05/08-foto: 75,000 participantes - 13.8% da população)

População de Berlim:3,394,000
(Discurso de Obama em SiegessSaeule a 23/07/08: 200,000 participantes - 5.9% da população)

Quando lidamos com números, é fundamental termos em mente o seu contexto relativo, para melhor percebermos a sua essência!

Apesar das culturas política e laboral nos E.U.A diferirem da Europa ou da África, olharmos para eventos similares ocorridos nesses locais, podem nos dar uma ideia global e quem sabe, observarmos tendências!

Se um político com estatuto de “rock-star” e surgido num momento sem igual na história da humanidade, não supera 15% da população das cidades onde realizou os comícios mais mediáticos da sua campanha, incluindo o da noite da sua vitória eleitoral, já alguém que para além de “papagaiar” não se conhece outra realização, e de uma estalada consegue reunir a sua frente 115% da cidade, provavelmente incluindo defuntos (então com a promessa de caixões gratuitos, quem é que não quer ser o primeiro? Com certeza houve uma debandada lá na morgue do HCB) e fetos ainda em gestação, então não haja dúvidas que estamos em presença de um evento super-extraordinário!

Não conheço a Casa de Cultura da Beira, mas terá ela um recinto com pelo menos a dimensão de 5 estádios da Machava (atendendo que a ocupação do campo pode lhe permitir albergar mais 50,000 pessoas)?

Se o facto de um político gabar-se de poder reunir 500,000 pessoas em período de campanha, constitui uma notícia galvanizadora para a sua candidatura ou de seu partido, não é menos verdade que esse político deva perceber também a dimensão e as implicações das suas reivindicações! A ser verdade, que imagem não só da Autarquia particular, mas do país em geral, é que o facto de toda a população (+alpha) da segunda maior cidade (incluindo os trabalhadores dos serviços de utilidade pública indispensáveis como hospitais, bombeiros, polícia, cadeias, etc), abandona os seus postos de actividade para ir a um comício mediano, realmente espelha sobre esta nação que nos pariu??

É esse o país de “lesmas” que esses políticos “astutos” querem herdar?

Quando Generosa Cossa, candidata que obteve apenas o seu voto nas eleições internas do seu partido para edil de Maputo, apareceu nos períodos antecendentes a esse evento fatídico, a tecer duras críticas à governação “medíocre” de Eneias Comiche, todo o mundo achou uma piada e ocasião para lançar uma gargalhada sem travões! Mas houve outros, poucos e muito prudentes, que aventaram a hipótese que aquela acção aparentemente inofensiva e visivelmente descabida, era no fundo uma operação elaborada “para preparar o terreno”! Yap, não podiam estar mais certos! Verdade, verdadeira, é que a “cama” do Comiche já estava mesmo feita!

Do mesmo “sector” e na véspera de uma eleição histórica, temos agora a “piada” dos 500,000 jovens que atenderam a um comício, num território “hostil” ao candidato e ao partido defendido pelo orador! Wow!

Estamos todos às gargalhadas, mas hey, esse número não caiu de pára-quedas! Há sempre uma razão para tudo, como gosto de defender! Não se trata de uma piada, mas sim de uma notícia que nos obriga a accionar imediatamente todos os alarmes! A partir do momento em que essa informação foi difundida, a Beira deve se considerar em estado de permanente e total emergência!

O primeiro parágrafo desta postagem é para isso, muito elucidativo:
“Se houver discrepância entre o número de boletins na urna e o número de votantes, vale o número de boletins na urna desde que não seja superior ao número de eleitores inscritos.”

É muito bem provável que 500,000 seja o número “escolhido” ou “aproximado” para esses votos “extra” que irão preencher sorrateiramente as urnas, porque a lei assim o permite e nada melhor que procurar legitimar esse apoio “fictício” com a devida antecedência e, para não variar, com números astronómicos e mágicos!

Muita gente credita a vitória de Daviz Simango em 2003, ao movimento das verdadeiras massas Beirenses que ficaram dia e noite em vigilância permanente, controlando o transporte das urnas e não abandonando os locais de depósito das mesmas! Se isso foi importante 5 anos atrás, a 19/Nov/2008, essa operação coordenada ganha estatuto de “imprescindível”! Observadores e delegados de candidatura em todas as mesas de voto, com os devidos meios de registo das actas; confirmação que as urnas não trazem votos antes do início da votação; vigilância da selagem e transporte das urnas; controlo permanente dos depósitos de armazenamento dos boletins de voto; são acções prioritárias a seguir!

Tudo está nas vossas mãos, caros Beirenses! Os factos até aqui provaram que o epicentro deste “terramoto eleitoral” não está noutro sítio senão aí nas margens do Chiveve! É a vós que o futuro da democracia e a promoção de governantes que honram os propósitos para os quais são eleitos, que esta “Pérola do Índico” hoje vos confia!

O país inteiro sabe que os Beirenses materializam a “essência da determinação” e que nada corrompe as vossas aspirações, os vossos interesses e os vossos objectivos, que também são os nossos! Digo, nada corrompe, porque vai haver muito dinheiro a rolar, para aliciar os Observadores e Delegados de Lista a incorrerem em acções fraudulentas, em prejuízo do seu próprio candidato e da vontade da maioria!
É por isso que este “teste de fogo” foi a vós confiado, porque temos certeza que vocês o aprovarão!!


Rumo à Vitória!
Daviz, Amigo, o Povo está Contigo!

This is Revolution and History in the Making!