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26 maio 2009

“Auto-estima” – Factores que a Afectam!!

“Auto-estima” reflecte a mais profunda visão da nossa “competência” e “valor”. Algumas vezes, esta visão é o nosso mais guardado segredo, mesmo a nós mesmos, como quando pretendemos compensar as nossas deficiências com aquilo que se pode considerar “Pseudo-auto-estima”, ou seja, a pretensão de uma “auto-confiança” ou “respeito-próprio” que, actualmente, não sentimos!!

Nada é mais comum que o esforço de proteger “Auto-estima”, não com “Consciência”, mas com “Inconsciência” – com “negação” e “evasão” – o que somente resulta numa progressiva deterioração da mesma (Auto-estima). De facto, muito do comportamento que apelidamos de “neurótico” pode bem ser entendido como um esforço desorientado para proteger a “Auto-estima”, por meios que na realidade são “contraproducentes” e “prejudiciais” a essa “Auto-estima”.

Quer admitamos, quer não, existe um estágio em que todos nós sabemos que esta questão de “Auto-estima” se revela de extrema importância. Evidência para esta observação é o comportamento defensivo com que pessoas inseguras podem responder, quando os seus erros lhes são apontados. Ou a extraordinária manifestação de “negação” e “auto-engano” que as pessoas exibem em relação a seus grosseiros actos de “inconsciência” e “irresponsabilidade”! Ou a forma “ridícula” e “patética” com que as pessoas procuram engrandecer os seus “egos” através da manifestação de “riqueza” ou “prestígio” de seus esposos(as)/parceiros, a marca dos seus carros, roupas de costureiros “top-gama”, ou pela exclusividade do seu clube de golfe.

Mas, nem todos os “valores” que as pessoas tentam usar para suportar a sua “pseudo-auto-estima” são “ridículos” ou “irracionais”! Trabalho produtivo é certamente um “valor” para ser admirado! Mas, se alguém pretende compensar a sua deficiente “Auto-estima”, tornando-se num “Maluco do Trabalho”, então essa pessoa estará a entrar numa batalha que nunca poderá vencer! Nunca chegará o ponto em que essa pessoa sentirá ter realizado o “bastante”! “Gentileza” e “Compaixão” são inegáveis “virtudes” e elas são parte do que realmente significa viver uma “vida moral”, mas elas não são substitutas de “consciência”, “independência”, “auto-responsabilidade” e “integridade”! E, quando isto não é entendido, elas são normalmente usadas como meios disfarçados “comprar” amor e talvés mesmo, como um senso de “superioridade moral”: “Eu sou mais amável e compassivo do que você alguma vez será e, se eu não fosse assim tão humilde, te teria dito, sem reservas!!”

Um dos grandes desafios da nossa prática de “viver conscientemente” é prestar atenção àquilo que, de facto, “nutre” ou “deteriora” a “Auto-estima”.

A realidade pode (deve) ser bem diferente das nossas crenças!!

Nós, por exemplo, podemos ficar fascinados quando recebemos um “elogio”, e podemos pensar que: “Quando ganharmos a aprovação das pessoas, então, teremos Auto-estima”! Mas, se nós formos devidamente “conscientes”, iremos notar que esse “sentimento agradável” se evapora pouco tempo depois (do elogio) e nós parecemos insaciáveis e nunca totalmente satisfeitos! E isto, nos fara perguntar se teremos pensado apropriadamente acerca das fontes de uma genuina “Auto-aprovação”??

Ou podemos notar que, quando nós pusermos o melhor da nossa “consciência” em prática, ou enfrentar uma verdade desconfortável com coragem, ou tomar responsabilidade pelas nossas acções, ou não ficarmos calados quando sabemos que a situação a isso obriga, ou recusarmos a trair as nossas convicções, ou perseverarmos mesmo quando perseverar nao é fácil – a nossa “Auto-estima” cresce e se fortifica!! Nós podemos notar que, se e quando, fizermos o contrário, a nossa “Auto-estima” se erode! Mas, é preciso realçar que, todas essas observações implicam que tenhamos escolhido “viver e sermos conscientes”!

No mundo do futuro, às crianças serão ensinadas a dinâmica da “Auto-estima” e o poder de viver “conscientemente” e ser “auto-responsável”! Elas serão ensinadas o que “Auto-estima” é, porque ela é importante e de que factores ela depende! Elas irão aprender a distinguir entre uma “autêntica Auto-estima” e “Pseudo-auto-estima”! Elas serão conduzidas a adquirir estes conhecimentos porque se terá tornado aparente, virtualmente a toda a gente, que “a habilidade de pensar, aprender e responder confidentemente à mudança, é o nosso meio básico de sobrevivência” !! E que isto não pode ser falseado, adulterado ou manipulado!!

O propósito da escola é de preparar a juventude para os desafios da vida adulta. Eles precisarão entender estas matérias para que estejam adaptáveis a uma era de informação em que a “Auto-estima” terá adquirido um estatuto de “urgência”! Numa economia global altamente competitiva, com todo o tipo de “mudanças” acontecendo de forma cada vez mais acelerada, existirá pouco “Mercado” para a “incosciência”, “passividade” e “falta de auto-confiança”! Em linguagem de negócios, “baixa auto-estima e descuidado exacerbado, põem alguém em desvantagem competitiva”!

Contudo, nem professores em geral, nem “professores de auto-estima” em particular, podem fazer o seu trabalho apropriadamente, ou comunicar adequadamente a importância do seu trabalho, até que eles percebam a “íntima relação” entre as seis (6) práticas acima descritas, auto-estima e a devida adaptação à realidade.

“O mundo do futuro” começa por perceber isto!!

(Se finie…………….)

22 maio 2009

“Auto-Estima” – Building it!

Na sua obra “Os Seis Pilares da Auto-Estima”, Nathaniel Branden examina as 6 (seis) práticas que considera essenciais para o “desenvolvimento” e “sustentabilidade” de uma saudável “Auto-estima”: a prática de viver “conscientemente”; de “se aceitar a sí próprio”; de “responsabilidade”; de “auto-confiança”; de viver com “sentido de propósito”; e de “integridade”!

O que seriam, então, estes “Pilares da Auto-estima”!?!

1) A Prática de Viver Conscientemente: respeito pelos “factos”; estar presente naquilo que fazemos, enquanto o fazemos; procurar, estar atento e aberto à qualquer informação, conhecimento, e “feedback” que esteja relacionado com os nossos interesses, valores, objectivos e projectos; procurar perceber não só o mundo “externo”, como também aquele que habita dentro de nós, de modo que nós não actuemos de “cegueira própria”.

2) A Prática de se Aceitar a sí Próprio: a vontade de possuir, experimentar e tomar responsabilidade dos nossos pensamentos, sentimentos e acções, sem evasão, negação, recusa e também, sem auto-repudiação; dar-se a sí próprio a permissão de pensar seus pensamentos (passe a tautologia), experimentar as suas emoções, e olhar para as suas acções sem necessariamente gostar delas, endorsá-las ou condená-las; a virtude do “realismo” aplicada a si próprio.

3) A Prática de “Auto-Responsabilidade”: perceber que nós somos autores das nossas escolhas e acções; que cada um de nós é responsável pela vida e pelo bem estar e realização de nossos objetivos; que, se nós precisamos da cooperação de outras pessoas para materializar os nossos objectivos, nós devemos oferecer “valores” (não necessariamente monetários) em troca; e que a questão não é: “A quem responsabilizar?”, mas sempre, “O que deve ser feito”? “O que eu devo fazer”?

4) A Prática de “Correcção” e “Auto-Confiança”: sermos autênticos nas nossas relações com os outros; tratarmos os nossos “valores” e “pessoas” com respeito e decência em contextos sociais; recusar-se a “adulterar a realidade” de quem nós somos ou o que estimamos, de modo a evitarmos desaprovação; a vontade de nos levantarmos por nós próprios e nossas ideias, de modos e em contextos apropriados.

5) A Prática de Viver com “Sentido de Propósito”: Não só identificar os nossos objectivos e propósitos a curto e longo prazos, mas também delinear as acções necessárias para os alcançar (formular um plano de acção); comportamento organizacional em prol desses objectivos; acção de monitoria para ter a certeza que tudo decorre conforme o planificado; e fundamentalmente, prestar atenção aos resultados, de modo a reconhecer, se e quando nós precisamos de rever os nossos planos.

6) A Prática de “Integridade Pessoal”: viver em congruência com o que nós sabemos, o que nós professamos e o que nós fazemos; dizer a verdade, honrar os nossos compromissos, “exemplificando em acção” os “valores” que nós “reivindicamos admirar”!

O que todas estas práticas têm em comum é o “respeito pela realidade”. Todas elas envolvem na sua essência, um jogo de operações mentais (que, naturalmente, têm consequências no mundo externo).

Quando nós pretendemos “nos alinhar com a realidade”, da melhor forma que a compreendemos, não só desenvolvemos, como também fortificamos a nossa Auto-estima! Quando, ou por medo ou por desejo, pretendemos “escapar/fugir” da realidade, nós prejudicamos a nossa “Auto-estima”. Nenhum outro factor é tão importante ou básico que a nossa relação cognitiva com a realidade ou seja, para com aquilo que, de facto, existe!

Quando a “consciência” não pode confiar em sí própria, em face ou como consequência de “factos desconfortáveis”, ela tem a “política” de preferir “cegueira” em vez da “visão”! Uma pessoa não pode se respeitar a sí própria quando frequentemente, em acção, trai a sua consciência, o conhecimento e as próprias convicções. Esta pessoa há-se ser alguém que age “sem integridade”!!

Deste modo, se nós formos “cerebrais” nesta área, entenderemos que “Auto-estima” não é uma oferta gratuita da natureza! Ela precisa de ser cultivada, tem de ser adquirida. Ela não pode ser adquirida por se beijar a sí próprio na imagem reflectida no espelho, dizendo: “Bom dia, Mr. Perfect”! Ela não pode ser alcançada por sermos regados com montes de elogios! Nem por conquistas sexuais! Nem por aquisições materiais! Nem por realizações académicas ou profissionais nossas ou de nossos filhos! Nem por um hipnótico plantando em si a ideia que ele é maravilhoso! Nem por permitir que jovens acreditem que sejam melhores estudantes do que realmente são ou sabem mais do que realmente sabem!

Adulterar ou ignorar a realidade não é um trajecto recomendável para a “sanidade mental” ou autenticidade da “auto-confiança”! Da mesma forma que muita gente pretende enriquecer sem qualquer esforço, tambem muita gente há, que sonha em adquirir “Auto-estima”, sem qualquer esforço! E, infelizmente, o mercado anda cheio de indivíduos desta estirpe!!

As pessoas podem ser inspiradas, estimuladas, ou ensinadas a viver mais “conscientemente”, a praticar uma maior “aceitação de sí próprios”, a operar mais “responsavelmente”, a funcionar de forma “correcta e auto-confiante”, a viver com “sentido de propósito” e a ter um alto senso de “integridade pessoal” em suas vidas! Mas, a missão de generar e manter estas práticas recaem exclusivamente em cada um de nós! “Sozinhos”!! Ninguém – nem mesmo os nossos parentes, nossos amigos, amantes, psicoterapeutas, nosso grupo de suporte, o “partido”, o Presidente da República, etc – pode “nos dar” a tão propagada e inflacionada “Auto-estima”!

Se e quando nós entendermos isto, será o primeiro acto de “acordarmos” e começarmos a “longa jornada” para uma maior e duradoira “Auto-estima”!

21 maio 2009

"Auto-Estima": A Definition!!

Dentre vários Autores, Nathaniel Branden é um daqueles “Scholars” que tem dedicadas mais de 4 décadas, no estudo, ensino e disseminação, de forma bastante compreensiva, do que anda à volta deste “complexo” conceito de “Auto-estima”!!

Segundo este autor, “Auto-estima” é uma experiência. É um modo particular de nos experimentarmos a nós próprios. Ela não é um mero “sentimento”, mas algo mais sério, mais complexo!! Ela envolve componentes emocionais, cognitivas e de avaliação! Ela também envolve uma certa disposição para a acção, como por exemplo: para viver a vida, em vez de “fugir” dela; viver com “consciência” do ambiente envolvente, em vez de se alhear a ele; para tratar os “factos” como eles realmente são, em vez de pura e simplesmente os ignorar ou refutar; para “agir responsavelmente”, em vez do contrário!!

O que seria então, por definição, “Auto-estima”??

“Auto-estima” é a disposição de experimentar-se a sí próprio como “competente” para lidar com os desafios básicos da vida e de ser merecedor de “alegria” e “satisfação”. É a “confiança” na eficácia da nossa mente, na nossa habilidade de pensar. Por extensão, seria a confiança na nossa habilidade de aprender, fazer escolhas e decisões apropriadas, e responder efectivamente à “mudanças”! É também a experiência de que sucesso, realizações, satisfação – alegria – são certos e nossos direitos naturais. O “aspecto de sobrevivência” de tal “confiança” é óbvio; também o é, o perigo, quando “ela” não está presente!

“Auto-estima” não é a euforia ou vaidade temporariamente induzida por uma droga, elogio, ou uma relação amorosa! Não é uma ilusão ou alucinação! Se ela não está fundada em “realidade”, se ela não for construída ao longo do tempo através de uma operação adequada da mente, então, ela não é “Auto-estima”!

A raíz da nossa necessidade por “Auto-estima” é a necessidade de uma “consciência” para aprender a confiar nela (consciência)! E, a raíz da necessidade para aprender tal “confiança” é o facto de que “consciência” é algo deliberadamente “intencional”, que pode ser escolhido de acordo com a nossa vontade: nós temos a chance de pensar ou de não pensar! Nós controlamos o “comando” que torna a "consciência" mais brilhante (esclarecida) ou mais ofuscada! Nós não somos “racionais”, ou seja, “focados à realidade”, automaticamente! Isto significa que, aprendermos a operar a nossa mente de um modo em que nos tornemos relevantes à vida é, em última instância, uma função das nossas escolhas ou opções! Será que nos predispômos à “consciência” (dos factos, da realidade, do ambiente circundante) ou ao contrário? Da “racionalidade” ou o contrário? Da “coerência” e “clareza” ou o contrário? Da “verdade” ou o contrário??

“Auto-Estima” da Frelimo!! - Preâmbulo

Num processo recorrente de uso abusivo de “termos” e “expressões”, que ninguém explica, ninguém pede esclarecimentos do que se trata e, o que considero grave, ninguém se preocupa em procurar perceber pelos seus próprios meios, vêmos esta “expressão” inundar todos os cantos, meios de comunicação e discursos políticos, neste país!!

Devemos ter Auto-Estima”, é a palavra de ordem!!

Mas será que a minha avó lá em Changalane, o meu tio em Vandúzi ou o meu irmão em Mandimba sabem o que é esse “bicho” intitulado “Auto-estima?? E, citando Leonel Magaia, não estarão, todos eles, a perguntar (nestas presidências-abertas): “Come-se”??
Os que não se cansam de difundí-lo aos “quatro ventos” e nós, supostamente mais informados, sabemos o que, de facto, é “Auto-estima”? Como é que ela se constrói?? Quais são os factores que a afectam??

Este é um tema que, vos adianto, controverso!! Desde a sua introdução no léxico inglês, no longíncuo ano de 1657, presumivelmente por John Milton e, o seu subsequente uso e exploração por estudiosos e autores do campo da Psicologia e Filosofia, muitas interpretações e abordagens têm surgido!!

Mais do que “certezas” ou “polémica”, esta, tanto quanto outras postagens patentes neste blog, pretende “aprender” e “procurar perceber”, “o que realmente significa” ou “o que entendem significar” os proponentes da tão propalada e inflacionada “Auto-estima”!?!