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15 outubro 2008

Porquê apoiamos a Candidatura de Daviz Simango?

“Um político pensa nas próximas eleições; um estadista nas próximas gerações”
Noel Clarasó

Como respondi ironicamente ao Bayano Vali, na postagem em que o “Desenvolver Moçambique” anunciou o seu apoio à candidatura independente de Daviz Mbepo Simango, nós fazêmo-lo simplesmente porque “SIM”!

SIM, porque este Autarca traduziu a sua governação em transparência, idoneidade, honestidade e sentido de propósito para com a missão que aceitou levar a cabo que é, trabalhar em prol dos seus munícipes e da sua cidade.

Os resultados falam por si, e este carismático lider foi eleito tanto por organismos nacionais, como internacionais, como o “Melhor Autarca Nacional”. Isso explica volumes e, se alguém precisa de alguma prova, é só olharmos para o facto de que o país ainda nem sequer se recompôs da sua não recandidatura pelo seu anterior partido! Como consequência disso, esse partido está a viver uma crise nacional sem precedentes, cujos resultados globais ainda ninguém pode prever! O que sabemos até este momento é que purgas de caudal elevado continuam a ocorrer nas suas lides máximas. Essa é uma prova que ninguém pode refutar em relação àquilo que realmente representava a governação autárquica de Daviz Simango!

Estive pela primeira vez na Beira em 2001. Aquela é uma cidade que os nossos estudantes de Arquitectura deveriam ter a obrigação de visitar antes da sua graduação, tal é a sua beleza e carácter particular dos seus edifícios, suas ruas repletas de rotundas, entre outros (para quem não sabia, Beira é uma cidade que foi “programada”). Fiquei encantado com a Beira, olhando e apreciando as suas imponentes estruturas, sua organização espacial e fundamentalmente, pela diferença enorme que se nota com outras cidades cujos edificios foram nascendo como cogumelos à volta de um quartel ou de um porto. Mas, verdade seja dita, e em contraste, a cidade tinha um ar sombrio, de estagnação mesmo. Não custa muito observar uma cidade com vida e, a Beira dessa altura estava morta. Porque vinha de Chimoio e tinha tido umas noites apertadas ali no “Coqueiro”, pelo menos foi um alento conhecer aquela discoteca espaçosa e animada que era o “Centro Hípico” lá na Manga. Seguindo a lógica económica da cidade, esta também viria a fechar as portas pouco tempo depois.
Nos meados de 2003 voltei a Beira em serviço e dentre outras coisas, conheci o “Oceana”! Fiquei estupefacto com a beleza daquele complexo à beira-mar, que nem em Maputo se podia ver similar, mas para meu desalento, completamente votado ao abandono. O semblante dos citadinos Beirenses era de indivíduos desorientados, sem esperança pelo presente, quanto mais pelo futuro. Mesmo as “damas chiques” lá do Chiveve, não estavam para “nheque-nheques” do tipo vou tomar uma “red’s”, “spin” ou “amarula”! Elas queriam uma “Manica” ou “2M” inteirinha só para elas. Na verdade, uma cidade muito diferente das outras, naquela altura.

Porém, aquando da minha última visita àquela urbe em finais de 2005, a Beira estava transfigurada. Muita construção de edifícios comerciais e habitacionais florescendo por todos os cantos, as ruas sempre preenchidas de gente e as pessoas mais animadas. Era comum, naquela altura, que as pessoas fossem passar os fins de semana nas várias “Quintas” ora construidas lá pelas bandas do Dondo. Ao passar pelo Shoprite, tive por instantes a impressão de estar em Maputo. A Beira era, desde que a tinha conhecido, uma nova cidade, em franco desenvolvimento!

Por isso digo que não me admiro quando se reporta pelos media, o apoio massivo e suporte das verdadeiras bases que a candidatura de Daviz Simango está a receber não só no Município da Beira, mas do país inteiro! Ninguém está em melhor condição de julgar o progresso verificado naquela cidade durante a governação de Daviz Simango, senão os seus próprios munícipes! São esses munícipes que estão, desde o primeiro momento, a “carregar” (como se diz em gíria popular) a candidatura deste homem, porque eles percebem que essa é, acima de tudo, a sua própria candidatura, dos sem voz e a garantia de que terão um Autarca a velar por eles! O país está a viver a partir da Beira, um movimento de cidadania participativa, sem precedentes na história desta nação, que não vê a fronteiras sejam partidárias, religiosas, estatuto social ou quaisquer outros. É isso mesmo, nós cidadãos temos que defender aquilo que julgarmos se adequar com os nossos propósitos! Os eventos recentes nos nossos dois maiores partidos mostraram que ninguém poderá fazer isso por nós, senão nós mesmos!

É altura deste país começar a ter líderes cuja ascenção e manutenção nos pelouros máximos seja verdadeiramente legitimada por aqueles a quem é suposto virem a servir. Enquanto África continuar a ter líderes que sentem que estão no poder e têm consciência que o único crédito da sua eleição são as suas “MacGaivices” eleitorais, então nada os motivará a trabalhar verdadeiramente pelos seus povos e seus países, porque o pressuposto "contrato social" só terá uma assinatura: a deles! O seu “mérito” continuará a residir somente na acumulação de riqueza ilícita e distribuição de favores aos seus vassalos.

É isso que significa esta candidatura: a salvaguarda da democracia, transparência, integridade e dedicação na nossa cultura governativa para servir aos ideais deste povo e não a utilização e legitimação do poder como uma plataforma para satisfazer redes clientelares parasitas e ociosas, que actualmente acham que este país lhes deve algo.

Se já notaram pelos discursos e intervenções deste carismático Autarca, ele não fala como um vulcão arrogante vomitando lavas fumegantes e tóxicas para a sua audiência, fomentando divisionismo e suspeição entre os seus apoiantes e seus possíveis opositores. Com o seu carisma, Daviz tem procurado reforçar e libertar o que há de melhor dentro de nós: o sentido de justiça, trabalho, honestidade e entrega abnegada para que juntos e unidos como a nação Moçambicana e de todos os Moçambicanos, construamos o país que pretendemos para nós, nossos filhos e para as gerações vindouras!

A frase “Daviz é nosso” ouvida pelo Prof. Carlos Serra na sua breve visita àquela cidade e durante uma conversa com os arrumadores de malas no Aeroporto daquela urbe, encorpa e elucida como a governação de um líder político pode se enraizar, ser interiorizada e se reflectir na pessoa e na vida dos seus munícipes! Esses são factos e não ficções!

Por isso, o “Desenvolver Moçambique”, manifesta o seu apoio incondicional à candidatura independente de Daviz Simango, cientes de que estamos do lado certo da história!

FORÇA DAVIZ SIMANGO, RUMO A VITÓRIA!

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”
Albert Einstein

12 outubro 2008

Professor é teu Professor para o Resto da Vida!


"O professor medíocre descreve, o professor bom explica, o professor óptimo demonstra e o professor fora de série inspira"
William Arthur Ward

Conforme Séneca “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”, e hoje celebramos o dia desta classe profissional que dedica e tem em suas mãos a tarefa árdua de formar os habitantes desta nação a serem cidadãos e agentes do progresso social, científico e económico. É árdua porque sabemos das precárias condições de trabalho a que se encontra votado o professor, nao só em termos de salários magros e usualmente pagos após longos períodos de espera, mas também pelas infraestruturas degradadas, turmas superlotadas e fundamentalmente porque, como diz Carlos Drummond, “a educação visa melhorar a natureza do homem, o que nem sempre é aceite pelo interessado”. Isso mesmo, a desmotivação dos alunos, para nosso desalento, tem vindo a ser exponencialmente exacerbada pela recente introdução das polémicas passagens automáticas.

Portanto, há problemas estruturais candentes no sistema, que tornam ser professor nesta Pérola do Indico numa autêntica “barra”! Enquanto denunciamos esses problemas e propomos soluções, não nos devemos esquecer que esta é uma das fundamentais profissões nobres de uma sociedade. Não estamos de forma alguma a insinuar que o professor deva passar a fome ou que as entidades responsáveis nao se devam preocupar a assegurar que o professor aufira a salários que o permitam ter uma vida condigna, mas também lembramos que o professor não pode abraçar esta actividade esperando que venha a ter uma vida similar a dos “lordes da droga”!

Tem vindo a observar-se uma corrosão progressiva dos valores morais desta sociedade e uma coisa em que não se tem prestado a devida atenção é o facto deste “homem” actualmente “corroído” comecar a sua formação na escola. Portanto, tudo o que acontece nesse ambiente é fundamental e precisa de estar sob controlo para que os alicerces não só da ciência e letras, mas também da cidadania, ética e moral, se incrustem nas pessoas desses novos agentes que se vão formando para ir pegando a tocha do desenvolvimento desta nação.

É salutar sabermos que na véspera desta data, a Organização Nacional dos Professores tenha lançado o “Código de Conduta” desta classe, porque sabemos que, apesar de vários casos excepcionais, muito criticismo tem sido levantado para a atitude e comportamento de uma grande maioria dos nossos professores, que se tem deteriorado progressivamente, veja-se, desde os meados da década de 80. Ocorrendo mais de duas décadas depois……..este é um exemplo “clássico” do “mais vale tarde do que nunca”! É premente e pertinente que a troca de notas de passagem de classe por dinheiro ou por favores sexuais, que se encontra enraizada das “unhas dos dedos dos pés às pontas dos cabelos” do nosso sistema de ensino desapareça completamente de todas as escolas deste território, se estivermos realmente cometidos com a formação de sua sociedade que se assente em valores morais, respeito e honestidade!

Esse é o desafio que levantamos aos nossos professores, neste 12 de Outubro de 2008, porque esta classe, fora as outras variáveis e variantes do sistema, tem um potencial enorme para mudar o curso que tem seguido este sector crucial para a formação desta sociedade que queremos, não seja de “habitantes”, mas de “cidadãos”!

Deve ser reconfortante, quando volvidos tantos anos, encontremos aquele nosso professor da primária e nos recordemos das lições de vida que deles recebemos ou que estes ensinaram para que hoje, aquele pupilo de outrora seja um competente engenheiro, médico, agrónomo, arquitecto, sociólogo ou jurista! Este é o resultado do investimento de longo prazo que estes profissionais realizam para esta sociedade e parte essencial dos “lucros” dessa aposta. Não são raros os casos em que ex-alunos, dezenas de anos mais tarde compram uma motorizada, uma bicicleta ou mesmo constroem uma casa para os seus professores!

É mesmo isso: “O professor é professor para o resto das nossas vidas!”

É portanto, fundamental que voltemos a cimentar esses valores nesta Pérola do Índico e que o professor não volte a ser lembrado com pavor e desdém, pelas “atrocidades” que cometera!

Vai por isso um abraço caloroso a todos os profissionais deste sector, pelo trabalho árduo, dedicação e empenho que têm desenvolvido em prol do progresso futuro desta nação. Um “shout-out loud” a todos os bloguistas, em especial à Ximbitane e Yndongah por simultaneamente pertencerem a esta classe “previlegiada” e também contribuirem efusivamente para o debate permanente de ideias nesta “esfera” que nada tem de “virtual”!

A terminar, gostaria que reflectissemos sobre esta frase de Franz Kafka :

“Toda a educação assenta nestes dois princípios: primeiro repelir o assalto fogoso das crianças ignorantes à verdade e depois iniciar as crianças humilhadas na mentira, de modo insensível e progressivo.”

Tenham um bom dia e é bom sinal que a ministra Taípo não dará tolerância de ponto amanhã, porque os nossos miúdos (como o Mazanga) precisam muito de aprender e a qualidade do nosso ensino precisa de melhorar imenso!

21 setembro 2008

“Slave Mentality”!


Numa economia cada vez mais globalizada, “conhecimento” e “informação” (know-how) ganham cada vez mais estatuto incontestável de armas poderosas para o desenvolvimento das nações. Aliás, o seu aproveitamento não é um conceito novo e, se olharmos para a história da humanidade, os reinos e impérios poderosos, sempre buscaram a inovação e o progresso além fronteiras ou se inspiraram em homens doutras épocas, visto que num “círculo fechado”, a criatividade tende a ser limitada ou orientada num sentido particular que se adeque ao meio onde ela é produzida.

Para quem não sabia, Napoleão Bonaparte atacou o Egipto em 1798, trazendo consigo uma inteira legião de engenheiros, artistas, poetas, etc, para “beber” do conhecimento que abundava naquela nação.

Niccolo Machiavelli, que apesar das suas teorias “radicais” e não raras vezes pouco humanas, julgo ter sido um leitor atento dos eventos da sua época, a este respeito disse a dado passo no seu livro “O Principe”:
“……..quanto ao exercício da mente, deve o príncipe ler as histórias e nelas observar as acções dos grandes homens, ver como se conduziram nas guerras, examinar as causas das suas vitórias e de suas derrotas, para poder fugir às responsáveis por estas e imitar as causadoras daquelas; deve fazer sobretudo como em tempos idos fizeram alguns grandes homens que imitaram todo aquele que antes deles fora louvado e glorificado, e sempre tiveram em si os gestos e as acções dos mesmos, como se diz que Alexandre Magno imitava a Aquiles, César a Alexandre, Cipião a Ciro.”

O leitor deve estar a pensar que esta postagem pretende abordar eventos históricos, mas esse decididamente não é o seu propósito! Queremos sim, abordar a temática de desenvolvimento nesta Pérola do Índico e “desafiar” um certo sector desta sociedade que consideramos crucial para a materialização desse feito.

A força motriz duma nação, nunca é-lhe exterior! Ou seja, se algo tiver que acontecer e, independentemente de quanto apoio lhe seja proporcionado pelo exterior, as acções principais e o seu ímpeto, nascem ou são gerados de “dentro”, do seu “interior”! Se queremos ver Moçambique desenvolver-se, somos nós próprios que devemos fazer isso acontecer! Ninguém o fará por nós!

Apesar das nossas imensas potencialidades, este país ainda tem mais de 50% da sua população analfabeta e menos de 5% tem formação superior. Este último é um segmento da população que, porque detém conhecimento, deve incutir em si mesmo a missão de assumir as rédeas do progresso e sirva de guardião e promotor do desenvolvimento desta nação.

Moçambique precisa de “Empreendedores”! E não há limite numérico para essa necessidade! É fundamental que dentre essa juventude, comece a surgir o que considero, o “espirito Silicon Valley”, em que há mais de três décadas, jovens recém-graduados nos Estados Unidos, movidos pela inovação e progresso, criaram com quantias irrisórias, da ordem de mil ou dois mil dólares, empresas que revolucionaram o mundo e hoje valem biliões de dóares americanos!

Existe cá entre nós uma crença errônea de que, para a realização de qualquer empreendimento, são necessárias avultadas somas monetárias, em primeira instância! Isso, de todo não corresponde à verdade! E, não há prova mais irrefutável que a história das grandes companhias que hoje conhecemos, muitas delas que começaram como simples “indústrias caseiras”!

Porquê então, o jovem graduado moçambicano, nada mais pensa senão arranjar um “bom emprego” e termina completamente as suas ambições por aí? Porquê este jovem se vê realizado quando consegue comprar um carro, eventualmente construir a sua casa, e não pensa mais além disso, sabendo-se que este país precisa ainda de quase tudo e que oportunidades superabundam em quase todos os sectores da economia? Porquê, na impossibilidade da realização dos seus sonhos a “curto-prazo” (como parece ser a norma), este jovem envereda pelas famosas “boladas” como um meio para “resolver a vida” e nunca passa pelos seus planos, e apoiando-se no seu know-how adquirido durante a formação académica ou que é capaz de adquirir conforme o caso, iniciar uma actividade complementar ou um empreendimento?
Porque que é que o agrónomo não pensa em abrir a sua farma? O veterinário iniciar a sua criação de gado bovino ou caprino? Porquê o jurista não abre o seu escritório de advogacia? Porquê o arquitecto não abre o seu atelier ou o engenheiro não vira empreiteiro? Porquê o oceanógrafo não cria a sua empresa pesqueira? Porquê o físico ou o químico não se tornam inventores ou promotores industriais?

Será que estamos em presença dos efeitos nefastos da escravatura, e que volvidos estes dois séculos após a sua abolição, continuamos a nascer “moldados” para ter um patrão?

Este país precisa de absolutamente tudo! Urge que comecemos a produzir, que comecemos a criar um ambiente de negócios que assente em conhecimento, trabalho, princípios éticos, competitividade, inovação e iniciativa!
Dizendo honestamente, não acho que os “Empresários Três Pedras” aqui referidos tenham culpa da sua maneira de actuação! Esta é uma geração que “sacrificou” a sua juventude lutando pela libertação da pátria, de que agradecemos! Não tiveram oportunidades de formação e, como resultado da nossa história recente, se encontram hoje em posições estratégicas, na maior parte dos casos detendo “a faca e o queijo”, mas não sabendo para que um ou outro servem! A consequência directa disso é que temos carradas de empresários, mas o país quase nada produz! Até tomate temos que importar!

É um facto que a maior parte de nós provém de famílias menos abastadas e, consequentemente, não tem um “saco azul” para iniciar um empreendimento logo ao sair da carteira! Pode se perceber, por aí, a necessidade prévia de um emprego não só para ganhar alguma experiência, mas também para juntar recursos materiais e financeiros para os investimentos que pretendamos fazer!
Julgo que, em vez de ficarmos com os braços cruzados e esperar que um dia as coisas se emendem, ser este o raciocínio que falta a maior parte de nós! A iniciativa, a visão e, fundamentalmente, o desejo de se sacrificar pelo trabalho, para depois colher os seus frutos!

Um facto que se precisa ter em conta nisto tudo é que nós já não precisamos de inventar a roda! A maior parte das coisas que temos que fazer agora pelo nosso país, já foram realizadas por outros povos noutras épocas! Tal como referiu Machiavelli acima, é desses indivíduos e dessas nações que precisamos aprender! E para isso, não precisamos de um batalhão de cavalaria a assaltá-los, ou de uma frota marítima em viagem dos descobrimentos! Os meios tecnológicos hoje existentes, nos permitem obter as experiências e os feitos desses povos de forma rápida e nós nos podemos desenvolver de forma mais acelerada! Mas precisamos de incutir em nós, a cultura de trabalho!

Esse “click” precisa estalar nas nossas mentes e esta é a luta de libertação nacional que se nos impõe neste momento!

16 julho 2008

Tomando um “copito” com o Ministro da Agricultura!

Sou daqueles que acha que num país com políticas multi-sectoriais de desenvolvimento “claras” e planos estratégicos bem delineados, qualquer um, independentemente da sua área de formação, mas que reuna atributos de competência, liderança e gestão, pode dirigir seja qual for o Ministério. Quando esses pressupostos não são observados e num universo de meia centena de ministros e seus vices apenas verificamos entre nós, meia duzia a exercer funções nas suas respectivas áreas de formação, três cenários infalivelmente acabam ocorrendo:
- O ministro fica “refém” dos seus assessores (costuma haver uma batalha aguerrida para se ser o “mais querido”) e estes é que definem a agenda;
- O ministro não quer dar o braço a torcer e não deixa o leme em mãos alheias. Os seus súbditos deixam-no “queimar-se”, e são falcatruas atrás de falcatruas……
- O ministro não faz e não deixa fazer, para não se “queimar” e manter a pele intacta!
Seja qual for o cenário Excia, sugiro que nesta refeição tenhamos álcool forte! Não venha uma (eventual) mágoa querer flutuar….é para se afogarem de verdade! Como Excia já esteve em Manica, proponho uma “cabeça do velho”. Porque “revolução verde” tem sido a palavra de ordem, deveriamos ter tudo verde nesta mesa, incluindo toalhas e guardanapos (e já agora, o garçom também)! Mas como isso não se afigura nada fácil, sugiro uma mathapa com caranguejo e uma xima!

Passam já 33 anos de independência e 16 em plena paz, mas ainda não conseguimos ser auto-suficientes em tomate ou limão. Isso é preocupante, Excia! Ouvimos gritos de alegria e as maiores exaltações porque temos um projecto “piloto” a cultivar batata-reno na Moamba, ou um projecto “piloto” a iniciar o cultivo de trigo em Manica e Tete, ou porque foi assinado um acordo com a Universidade de Delft para a criação de um projecto “piloto” de tecnologias de aproveitamento de água na “aldeia do milénio” em Chibuto! Até quando vamos viver de projectos-piloto, Excia? Até quando, estas acções isoladas e que nunca tem progresso?
Pessoalmente, fico feliz quando ouço falar de iniciativas destas, mas pergunto-me: qual a sua consequência? Qual é o plano sectorial, qual a estratégia de acção para reconduzir Moçambique aos altos patamares de produção (mundial) outrora alcançados? Cadê o plano mobilizador para elevar o mais alto espirito de sacrificio e entrega abnegada deste povo ao trabalho? Basta pedirmos as populações para elevarem a sua “auto-estima”, aumentarem a “produção” e a “produtividade”? Alguma das nossas mamanas lá em Nametil ou Massangena, percebe esse vernáculo?
Se olharmos para as nações que lograram atingir altos niveis de progresso agricola, os seus governos tiveram e continuam a ter um papel preponderante em todo o processo! Duas áreas fundamentais da sua acção se referem a “formação” (agrónomos e técnicos agrários a apoiar os agricultores no terreno) e “investimento” em infraestruturas (regadios, fontes de captação e retenção de água como barragens ou mesmo represas de terra, como referi anteriormente aqui) e sementes melhoradas.
O Ministério da Agricultura tem que sair da capital e ter o seu polo de acção instalado lá no campo, junto ao agricultor que continua a queimar o capim “como os meus antepassados sempre fizeram”, degradando o solo. As viaturas 4x4 que continuam a ser anualmente alienadas aos srs. Directores nacionais e que pela sua quantidade per capita, andam parqueadas, devem ser enviadas lá para o distrito para servir aos extensionistas.
Fala-se sempre em muitos milhões de dólares necessários para a aquisição de equipamento agricola, mas são essas acções “simples” e com tecnologia acessivel que vão gradualmente conferindo know-how e competência aos agricultores que, melhorando a sua produção, produtividade e consequentes rendimentos, os capacitarão a ir adquirindo maquinaria que, logo a partida, se afigura extremamente onerosa. Pensamos erradamente, que o farmeiro lá na África do Sul inicia a sua actividade com a aquisição de um tractor multi-funções, o que de longe corresponde a verdade!
O sector agricola não se vai desenvolver por si só, como os “doadores” e proponentes do “free-market” gostam de apregoar e nos impor! Não foi assim como o sector evoluiu nos seus paises. Esqueça isso Excia! Blá blá nos comicios as populações e o agora na moda, “lobby” dos biocombustiveis no Conselho de Ministros (“Procana” em Massingir; “Mozambique Principle Energy” em Sussundenga, etc) também nada irá alterar a situação alimentar do pais e continuaremos a depender aqui do vizinho. Com a crise alimentar actual com sinais cada vez mais alarmantes e se de repente, os nossos “compadres” aqui do lado (que não se custam nada irritar) “inventarem” uma guerra “horticulofóbica” em que camiões com tomate e repolho comecem a ser impedidos de atravessar a fronteira porque os de cá “não sabem produzir”, o que faremos, Excia??
So para comprovar até onde vai a nossa (in)dependência, peça Excia, já que eles têm fruta da época, a nossa sobremesa. Seja o que for, laranja, maçã, banana, pêra, etc, verá que tudo será infalivelmente aqui do “vizinho”!
E eu que cresci comendo aqueles pêssegos deliciosos de Angónia………… Não há ainda um projecto-“piloto” para reactivar a sua produção, Excia??

E falando em “revolução verde”, será que nos corredores do nosso MINAG ouve-se por acaso falar da pessoa de Norman Borlaug, ou não passará ele de um E.T?

15 junho 2008

Tomando um "copito" com a PCA dos Correios de Moçambique!

“It's no use saying, ‘We are doing our best!’ You have got to succeed in doing what is necessary."
(Winston Churchill)

Até decidir que para o primeiro “straight talk” desta rubrica iria convidar “o” dirigente máximo dos Correios de Moçambique, não sabia afinal que se tratava de uma mulher! Fiquei positivamente impressionado pelo facto e quero, antes de mais, endereçar-lhe os meus parabéns, Dra. Maria Angélica Dimas por ter aceite tao corajosa missão.
Para a nossa refeição proponho um prato que comi uma vez e nunca mais me esqueci (acho que também irá gostar): uma “mucapata” com galinha cafreal à zambeziana e para bebida, uma “sura” bem doce aqui de Inhambane, porque a nossa conversa vai ser bem longa! (Com a onda de globalização e integração regional nos últimos tempos, vou alertando desde já que aqui os pratos e bebidas serão inteiramente nacionais! Se não promovermos e defendermos o que é nosso, quem o fará?).
Nas várias cidades onde vivi, por acaso quase sempre morei próximo aos Correios e habituei-me à imponência caracteristica dos seus edificios, mas que em contrapartida, contrastavam com aquela imagem de total abandono, qual monstro adormicido! E infelizmente, isso se prolonga até aos nossos dias.
O potencial e a contribuição que essa “máquina adormecida” pode dar ao desenvolvimento desta nação é tanto que, Sra. Dra., nós não nos podemos dar ao “luxo” de continuar com as coisas do jeito que estão e esperar que uma mão miracolusa nos tire desse marasmo.
Constatei com entusiasmo que já existe um trabalho extensivo de “codificação postal” do pais, o que é bastante salutar. No entanto noto, que o sistema está a ser desenhado no sentido de esperar pela aderência de clientes, o que na minha humilde análise me faz crer que a filosofia pressupõe a atribuição de um código (seja caixa postal ou outro) a pessoas e instituições. No contexto actual, essa abordagem vai muito rapidamente se revelar impraticável. Não se pode pensar em desenvolver o serviço de correios à base de “caixas postais”, sra. Dra, e esperando que os clientes tenham que solicitar aos Correios a atribuição do código. Esse antes, deve ser uma espécie de “direito adquirido”. Todas as “variáveis” do sistema devem estar sob control dos Correios de Moçambique e numa postura própria de “contra-ataque” (unanimamente considerada a melhor defesa), esta instituição deve colocar os seus serviços junto aos clientes e pode crer Excia que, a aderência aos serviços disponiveis será expontânea e automática. Mas não pense em “anexar” números ou códigos a pessoas ou instituições! É preciso pensar numa perspectiva de longo prazo e toda a principal estrutura de “codificação” deve estar apenas referente a “lugares”! A concepção actual dos códigos que indica até ao nivel de bairro (Provincia-Localidade-Bairro) já é muito boa. Em termos de “código postal” (completo) o que precisa de ser acrescentado é apenas o número referente ao quarteirão. O resto seria descrito em termos de Rua/Avenida e nome ou número do edificio ou estabelecimento e esse trabalho deve ser coordenado com os Municipios (para os centros urbanos existentes) e o Ministério da Administração Estatal. A “Cooperação Francesa” fez já um excelente trabalho de toponimia dos principais centros urbanos que deve ser capitalizado e provavelmente precisa apenas de ser estendido até aos niveis mais detalhados (edificios ou estabelecimentos existentes em cada circunscrição administrativa), tarefa que hoje em dia é amplamente facilitada pelas tecnologias de informação (tipo GIS ou outras) existentes.
Em seguida, a tarefa que deve ser priorizada é a “implantação” de “Postos postais” e reactivação dos existentes, ao mesmo tempo que, explicando ao público em geral, como está concebido o “novo” sistema postal, quais os códigos de cada zona e quais os serviços que a instituição oferece. Esta é uma tarefa que deve ser realizada sem “mãos a medir”! As campanhas têm que ser “agressivas”, junto às instituições públicas e privadas, estabelecimentos de ensino, zonas comerciais, etc. Este é um investimento e um “risco” que deve ser corrido sem contemplações, porque sociedade alguma moderna se pode dar ao (des)luxo de viver sem um serviço nacional de correios eficiente. Todo o mundo quer tanto receber como mandar encomendas e essa necessidade básica continuará a ser catapultada à medida que a economia for crescendo. Agora, o que os Correios de Moçambique não devem fazer é esperar que a economia do pais “cresça” para começar a estruturar o seu sistema. Esse exercicio deve ser antecipado e não haja dúvidas que ele contribuirá imensamente para a própria reactivação da economia deste pais.
The time is now!
A questão que se coloca a seguir é: Como encontrar financiamento, principalmente para a reabilitação dos “postos postais” existentes e construção de novos pelo pais inteiro? Estendemos a mão aos “bem intencionados” doadores ou pedimos um empréstimo as instituições financeiras internacionais? Eu digo peremptoriamente que NÃO….

Garçom, mais uma garrafa por favor!

Há algum tempo que se tem falado da introdução de “serviços financeiros postais” mas tenho a impressão que tudo tem sido tomado de ânimo muito leve, para além de sempre se reduzir o assunto a um possivel “banco rural”! Não brinquemos com coisas sérias, Sra. Dra.! O potencial deste serviço é consideravelmente enorme e, em situação alguma deve ser abordado apenas no contexto rural! O “Banco Postal” (a funcionar nos comuns postos postais) é antes de mais um banco “urbano” e um instrumento eficaz para o financiamento do Estado em qualquer parte do mundo desenvolvido, independentemente de quantos bancos comerciais existam na praça e sobretudo, assegurando-se que a sua gestão não seja como a do INSS. Em vez do Estado continuar a ser parte “contribuinte” dos lucros fabulosos que os nossos bancos comerciais têm declarado (alguns até com aumentos anuais de 300%), os pagamentos referentes à Acção Social, como pensões, bolsas de estudo ou outros, passariam a ser administrados e geridos pelo “Banco Postal”. As nossas mães e avós que, apesar de muitas delas nunca terem ido a escola, continuam a ser as grandes “experts” em poupança, deixariam de guardar o seu dinhero enterrado em latas ou escondido em capulanas, soutiens ou “mutxecas”, passando a depositá-lo no “Banco Postal”. Essa poupança que for sendo adquirida permitirá não só ir alastrando o serviço a outras áreas através da construção de novos “Postos postais”, mas principalmente, servirá como fonte de financiamento do Estado para outros projectos, como por exemplo, infraestruturas públicas (escolas, hospitais), vias de comunicação (estradas, pontes), etc.
E, enquanto os Correios de Moçambique ainda não atingirem a desejada autonomia financeira, o transporte de mercadorias ao longo do território nacional poderá ser adjudicado às várias empresas de transporte existentes, assegurando sempre a sua alta responsabilidade no manuseio das encomendadas e qualidade do serviço prestado, para que se possa reaver a confiança do cliente, há muito perdida! Com o tempo, os Correios poderão ir assumindo gradualmente a tarefa de transporte através da aquisição da sua própria frota!
Por isso Sra. PCA, as possibilidades existentes são enormes e o trabalho a realizar afigura-se extremamente árduo! Dou aqui a minha máxima força e coragem para essa missão que tem em suas mãos e, é meu desejo que a curto prazo, o serviço de transporte e distribuição de correspondências postais ao longo do território nacional seja inteiramente assumido pelos “Correios de Moçambique, E.P” e não pelas DHL’s, EMS’s, Skynet’s ou mesmo as LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) como está a acontecer actualmente. Isso é um imperativo nacional!…

Para sobremesa eu vou pedir uma salada de fruta e a Sra. PCA o que prefere?........

12 junho 2008

“Tomando um copito com…….XYZ”

“Um brinde à cerveja, a causa e solução de todos os nossos problemas!”
(Homer Simpson)

Os Gregos descobriram há muito tempo que, “É nas bebedeiras que se dizem as verdades!” e ao longo da história da humanidade, nenhum alto-executivo ou homem de negócios que se preze dispensa um bom prato e uma boa bebida para tomar importantes decisões, discutir assuntos capitais ou “fechar” negócios!
Para não fugir a essa “regra”, eu vou iniciar hoje a rubrica acima indicada, para de forma clara, transparente, aberta e fundamentalmente, ao sabor de um apetitoso prato e do “seu irmão gêmeo”, o indispensável “copito”, discutir com as individualidades XYZ indicadas, assuntos cruciais ao desenvolvimento desta nação que tanto estimamos!

Fique d’olho!

18 maio 2008

Porquê a Expressão “Combate à Pobreza Absoluta” deve ser banida da circulação!

“Combater a pobreza absoluta” é uma expressão que não incentiva, a quem quer que seja, a trabalhar! O facto é que, todas as acções minúsculas (microscópicas mesmo) possiveis e imagináveis se enquadram nos grandes feitos dessa “batalha”. Portanto, se eu oferecer uns berlindes aos meninos da rua, estou a combater a pobreza absoluta! Se no dia de alguma cerimónia religiosa fritar umas "badjias" e oferecer aos miúdos de um infantário qualquer, estou a combater a pobreza absoluta! Posso estender toda esta página a deliciar-vos com mais exemplos (ridiculos)!
Como que a corroborar o que acabei de dizer, procurem seguir os serviços noticiosos e os media em geral, para comprovarem a cobertura massiva que é dispensada a essas acções minúsculas! Quem é que se vai sentir motivado a trabalhar, se o simples “movimento do seu polegar” já o qualifica a “grande combatente da pobreza absoluta”?
Ao contrário do que muitos possam pensar (é verdade que dá mesmo essa impressão), a estratégia de combate à pobreza absoluta, não é uma estratégia de desenvolvimento. Na melhor das hipóteses ela condizirá à manutenção das coisas, tal e qual elas estão agora!
Essa acção que tem vindo a ser promovida por quase todas as agências de desenvolvimento (sugiro que passassem a chamar-se “agências de combate à pobreza absoluta”), e agora também, cartão de visitas do nosso “establishment” surgiu lá no mundo desenvolvido como solução para a mitigação dos efeitos nefastos do capitalismo selvagem que, como sabemos, está pouco se lixando pelas causas sociais!
Então, se nós que ainda não conseguimos produzir tomate ou limão para as nossas necessidades, temos como acção prioritária, o combate a pobreza absoluta, quando é que começaremos a falar de desenvolvimento ou geração de riqueza nacional que, ao fim do dia,
é o que permitirá sustentar esses programas sociais sem que continuemos amarrados aos "doadores"?
Nós africanos somos um povo suficientemente forte para resistir às mais tenebrosas adversidades e que tem consentido os mais terriveis sacrificios! “That’s just fact and history proves that”! As questões que eu coloco são as seguintes:
- Porquê não usar mensagens que apelem às pessoas a trabalhar arduamente?
- Porquê não incutir nelas a consciência de que a missão que se nos impõe é árdua e que todo o esforço empreendido será sempre pouco?
- Que acções minúsculas não se enquadram nos nossos objectivos e que nem sequer captarão a nossa atenção!
- Porquê não despertar esse “espirito africano” que pela nascença nos blindou contra as adversidades e orientá-lo para esses grandes feitos que se nos impõem?
- Porquê não falarmos em Desenvolvimento, consciencializando as massas que isso vai exigir de nós muito trabalho e que todos devemos pôr mãos à obra, seguindo planos de desenvolvimento sectoriais elaborados para o efeito?

Todos esses pontos atrás referidos não emergem quando o que está em causa é o famoso “combate à pobreza absoluta” e cada dia mais me convenço que a utilização massiva dessa expressão, não passa de mais uma “imposição dos doadores” (conforme temos visto, esta última é a expressão em voga utilizada para encerrar qualquer tipo de argumento ou discussão e eu não vou fugir a regra!)

10 maio 2008

O Curso da Liberdade de Imprensa em Moçambique

Começa a notar-se que, em número cada vez crescente, conceituados bloguistas estão a ser "restringidos" de blogar, "por razões profissionais". Antes foi o Egidio Vaz, agora é o Eugénio Chimbutane e amanhã, quem será? Não será isto um atentado as liberdades que temos vindo a notar decrescer vertiginosamente, no exacto periodo em que, um "extraordinário" jornalista terá referido anteriormente que, "o número de malucos no pais está a aumentar"?? Que ameaça é que representa um profissional "de cartas dadas" e que não se coibe de "falar a sua mente", para os interesses de seja qual for a empresa? Passará esta a ser uma empresa hostil? Atentará contra os "interesses nacionais"? Perderá os seus contratos? Terá a sua actividade mais dificultada? Temos que reflectir seriamente, este assunto que aparenta ser "particular"..... Já não basta termos individuos com as "mentes amarradas" e impotentes de apontar as "mazelas da nossa sociedade"; as empresas também estão a submeter-se e a promover essa "escravatura mental"! Provas dadas nos tem elucidado de forma surpreendente que, está dificil separar "Estado" de "partido" e essa lógica tende a reflectir-se em todos os micro-cosmos da nossa esfera. Urge um basta a esta tenebrosa situação! Temos que sair desta mediocridade de sistematicamente previlegiar "partidarismo" em vez de "competência"......e admiram-se que não estejamos a ter progressos!!
O meu apelo vai aqui a camada jovem (juventude não é necessariamente limitada por faixas etarias; é antes, um estado de espirito), em cujas rédeas está o destino desta nação! Vamos lá agir decisivamente e com uma visão futurista (ler Nkwame Nkrumah), em que por circunstancia alguma, nos submetamos aos caprichos de seja lá quem for! Isso passa em parte por uma "autonomia financeira", que tem estado a ser o "calcanhar de Aquiles" para todos nós (académicos, tecnocratas, recém-graduados, etc). Já não podes expressar a tua opinião, porque isso pode significar "perda de pão"!! Porquê, não comecarmos agora a criar uma "classe média" robusta, que vá consolidando a sua actividade baseando-se em conhecimento (know-how), trabalho árduo, honestidade e desenvolvimento......completamente distanciados do lucro rápido, partidarismo, connections e boladas, que caracterizam o "modus vivendi" dos nossos (pseudo) empresários actuais. Nós não só podemos, como temos a obrigação moral de o fazer! Esta é a nossa "luta de libertação" actual!! "Jovens, vamos lá ter postura empreendedora! Não nos limitemos a terminar a faculdade e apenas arranjar emprego!!" Há exemplos fenomenais de jovens recém-graduados, que estão a fazer um tremendo sucesso! Concordo que muitos de nós não tenhamos nascido em "berços de ouro", dai que, trabalhar por um periodo de até 5 anos não seria má ideia para acumular capital, ganhar experiência e estruturar os seus planos de investimento!!! Cada um tem um campo vastissimo de acção, na sua área especifica, sejam Agrónomos, Engenheiros, Mêdicos, Arquitectos, Biólogos, Economistas, Veterinários, Sociólogos, etecetera....
Vamos gente, "mãos a obra, porque o futuro a nós pertence"!!