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06 setembro 2009

Google Acusada de Racismo!!


Depois de receber a imagem acima por email e, após perceber o que, de facto se tratava, recordo-me apenas de ter ficado cerca de 3 (três) minutos em prolongada gargalhada!!

Passada essa fase “involuntária”, achei prudente procurar mais informações a respeito desse “insólito” episódio! Numa breve pesquisa pela mesma “Google”, deparei-me com uma série de debates em fórums da internet e da blogsfera, caracterizados pela natureza “pacifica” e “apaixonada” que questoes sensitivas como o “racismo” despoletam!!

Uma explicação que encontrei plausível é que:
1) Alguém terá eventualmente escrito erradamente na janela do “search” algo que podia ser, por exemplo: “Balck people stole my car”
2) O “motor de busca” (search engine) prontamente terá sugerido: Did you mean: “Black people stole my car?”
3) Na secção onde os carácteres são inseridos, a pessoa terá alterado “Balck” para “White”.
4) Finalmente, tirou uma foto do “screen” (screenshot) e temos este “buzz” na internet!!

No entanto, este procedimento já não funciona para tudo o que se assemelhe a “black people stole my car” ou “white people stole my car”! O amigo internauta pode tentar e dar-nos o seu palpite!!

Experimente também, por exemplo, inserir a palavra “cursivr” e o motor de busca lhe sugerirá imediatamente: Did you mean: “cursive?”, estando o “display/screen” com a mesma aparência daquele em que a imagem acima foi capturada!!

A questão que se coloca é a seguinte:
- Porquê a Google imobilizou/desactivou/congelou as configurações (settings) referentes à busca das expressões: “black people stole my car” ou “white people stole my car”??

a) Estaria com receio que mais “screenshots” fossem obtidos da mesma maneira, de seguida espalhados de forma virulenta pela internet e propagando a ideia que esta empresa é de facto racista? ou
b) Haveria de facto problemas nas configurações em que, as buscas que pretendessem associar o roubo de um carro a um “white” eram automaticamente convertidas em “black”??

Na breve pesquisa que realizei, não encontrei um pronunciamento/esclarecimento da “Google”! O facto é que, do jeito que as coisas estão, desactivando aquilo que eventualmente poderia explicar este insólito de forma simples e não prestando qualquer esclarecimento a este “rumor”, o que por sí só, abre campo à especulação, esta empresa não tomou uma decisão sábia e está a passar a ideia de haver aqui algum “guilty demeanor”!!

08 novembro 2008

A Eleição de Obama e a Promoção do Discurso Racial Polarizante em Moçambique!

“We hold these truths to be self-evident that all men are created equal”
Thomas Jefferson (3rd President of U.S.A) in Declaration of Independence

Num exercício de liderança que caracteriza essa nação, os E.U.A voltaram a tomar a dianteira e deram uma “chapada enorme” ao mundo inteiro, mostrando que eles estão acima dos divisionismos que se impregnam e se têm cristalizado nas sociedades por longos períodos na história da humanidade! Tal como previmos aqui no “Desenvolver Moçambique”, Barack Obama, Lewis Hamilton (e esperamos Daviz Simango) iriam vencer porque, em nossa análise, e os factos assim o provaram, eram os melhores candidatos!

Essa é a lição de harmonia, tolerância e valorização do indivíduo, que esses eventos recentes nos transmitem, independentemente da sua raça, condição social, côr partidária, religião, tribo, etc, mas somente pelo conteúdo do seu caracter, suas habilidades e capacidade intelectual!

Ao contrário de capitalizarmos o discurso e debate na nossa esfera, nessa perspectiva de reconcialição, alguns sectores proeminentes da nossa sociedade encontraram nele uma oportunidade soberana para promover um discurso racial polarizante, se preocupando em apontar quem são os mais racistas, os principais “culpados” da descriminação racial aqui ou acolá, etc!

Quando este país se tornou independente, eu ainda era um petiz e naturalmente nada percebia. Mas subsequentemente, fui notando, contrariamente ao resto de África e quiçá do mundo em geral, a diversidade racial principalmente nas lides governamentais máximas do nosso Moçambique independente! Figuras como Jacinto Veloso, Jorge Rebelo, Magid Osman, Sérgio Vieira, Prakash Ratilal, etc, de longe se assemelham aos ditos “Africanos de Raíz” como o Umbhalane bem ironiza e como se esse conceito realmente existisse!
Samora os nomeou não porque eram desta ou daquela raça, mas porque na sua percepção, reuniam os atributos necessários para os desafios que esses postos requeriam. Que contributo estava a dar-nos e ao mundo inteiro que Moçambique era uma nação racialmente unificada, mas volvidas estas quase 4 décadas parece que muita gente ainda insiste em não perceber esses ensinamentos! É verdade que após a sua morte, e aqui alguns sectores aventam que essa era umas das reivindicações dos “feiticeiros da casa” (um dia com mais calma irei descascar este assunto), notou-se a ascenção de mais moçambicanos negros às pastas do Governo, mas não se pode, de modo algum, referir a uma segregação desmedida. Todos estamos bem lembrados do recentemente falecido ex-ministro da Indústria Eng. Carlos Morgado, o actual vice-ministro da Juventude e Desportos Carlos de Sousa ou do Vice-Ministro dos Recursos Minerais Abdul Razak, só pra citar alguns exemplos.

Agora, e apesar dos negros (e aqui falo de todas outras minorias) terem emigrado forçosa ou voluntariamente para outras partes do mundo, não me ocorre que algum deles esteja em altas pastas governamentais seja em Espanha, Portugal, Argentina, Brasil (sei que Gilberto Gil está na Cultura e
Edson Arantes do Nascimento a.k.a Pelé no Desporto, num país onde a maioria é negra e/ou mestiça), Dinamarca, China, Camarões, Japão, Rússia ou Austrália! (se estiver errado, que me corrijam)

Por isso, em minha modesta opinião, ninguém tem a autoridade moral para estar aqui a apontar o dedo a quem quer que seja sobre a descriminação racial. Os únicos, neste momento, que poderiam fazê-lo com alguma credibilidade são os próprios norte-americanos, que souberam transcender essas mesquinhices, observar e eleger o candidato que revelou as características de liderança e intelecto necessárias, sem se preocupar com a côr da sua pele.

A “nosotros”, o que nos resta é interiorizar, aprender essa lição e passarmos a promover a harmonia social e o julgar os outros não de acordo com as nossas diferenças sejam raciais, filiação politico-partidária, religião ou estatuto social, mas apenas se preocupando com o conteúdo do seu carácter!

É essa a “bofetada” que a eleição de Obama nos dá a todos do mundo inteiro e quando os nossos parentes ou educadores nos dão uma tareia é com o intuito de corrigirmos as coisas erradas que fizemos e nunca para voltar a repetí-las!

Vamos lá por isso, não só Moçambicanos mas cidadãos do mundo inteiro, promover um diálogo construtivo e saudável para o refinamento das nossas sociedades!

São esses miseros cêntimos que gostaria de partilhar convosco!
Um abraço e tenham um óptimo fim de semana!