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09 dezembro 2011

Rescaldo das Eleições Intercalares: “Tareia Eleitoral”!!!

“Os políticos e as fraldas devem ser trocados de tempos em tempos, e pela mesma razão.”
Eça de Queirós

O "Município de Quelimane", 4o maior centro urbano do país, a avaliar pelo candidato proposto pela oposição, a quantidade de pesos-pesados da máquina governamental-partidária que praticamente ali foi fixar residência, a campanha eleitoral renhida e o engajamento dos munícipes em prol dos destinos da sua Autarquia, detém de forma incontestável o estatuto de “Epicentro destas Eleições Intercalares”, entretanto terminadas. Para quem, do nada, voluntariamente precipitou o processo que conduziu a estas eleições autárquicas, perder nesse local, naquilo que, nos termos de Edson Macuácua, se qualificaria como uma “derrota retumbante, convincente e esmagadora”, confere ao partido Frelimo a posição de maior perdedor destas eleições!!

Não há dúvidas que, independentemente de convicções políticas, credos religiosos, condição social, etc, o país inteiro vibra e respira ar fresco, com a vitória de Manuel de Araújo em Quelimane, porque uma nova página se abriu na história da consolidação democrática do nosso Moçambique!!

Avançava eu, na única postagem anterior que dediquei a este tema, que estas eleições desempenhavam um papel crucial na emancipação primeiro política (e daí económica, social, etc) das regiões onde essas eleições iriam decorrer. Que, contrariamente à ideologia que tem norteado as pessoas até aqui no Governo desta República, "actores locais" deveriam se levantar, lutar pela sua terra, suas gentes, e com as suas ideias encontrar soluções para os problemas “eternos” que afligem as suas urbes, sem “amarras físicas ou mentais” ao regime excludente ora instalado desde a independência nacional.

Se havia dúvidas, os Quelimanenses, seus amigos e simpatizantes do país inteiro mostraram que têm noção da realidade à sua volta, que se cansaram das sistemáticas mentiras e que tudo fariam para mudar esse cenário de coisas!! A “lição de cidadania” que nos deram, não se deixando intimidar, quer pela Polícia, quer pelos governantes que iam fazendo o seu show-off de ostentação e poderio (com o dinheiro dos nossos impostos), contrastando com a realidade em que se encontram os munícipes no seu dia-a-dia, mas sobretudo, indo votar e defendendo as assembleias de voto até ao apuramento dos resultados, terá consequências irreversíveis no panorama político desta Nação!!

Esta derrota “retumbante, convincente e esmagadora” da Frelimo em Quelimane deve marcar um ponto de reflexão neste partido, se o mesmo aspirar a sobreviver “a longo prazo” neste país!! O país não é mais o mesmo que encontraram em 75. O povo não é o mesmo e sabe bem o quer e onde pode chegar!! O povo jamais se intimida pela simples presença física do governante (se casado em primeiras ou segundas núpcias, se muda de roupa todos os dias ou não, se bebe água mineral ou do poço e todas outras irrelevâncias..) mas o mesmo está disposto a valorizar a sua competência, a sua entrega e sobretudo a produção de resultados palpáveis, com vista à mudança da realidade desoladora em que se encontram estas cidades e as suas gentes!!

Mas onde a Frelimo precisa de reflectir bastante é na sua concepção de poder, no modelo de governação e integração desta Nação como um todo!! Até que ponto este seu “Modelo-Madjonidjoni” de governação, em que indivíduos de restritas tribos do sul são atirados para ocupar praticamente todas as posições governamentais nas províncias e ínfimos filhos dessas terras (que nem chegam a preencher os dedos da mão) são levados como meras “mascotes” para serem mormente exibidas nos períodos eleitorais aos seus conterrâneos e daí se fazer subentender uma “hipotética ideia de unidade nacional”, tem estado a contribuir para o desenvolvimento do resto do país???

Como é que estas “mascotes” acantonadas em Maputo e que nem sequer têm uns canteiros de hortícolas ou uma capoeira de galinhas nas províncias donde provêm, estão a ajudar as suas terras e as suas gentes????

De que forma, pegar num ou noutro indivíduo local para servir apenas como “marioneta” que dança imparavelmente ao apito do “comando central”, cumprindo estritamente a sua agenda (muitas vezes dissociada dos interesses locais), tem estado a trazer soluções para os problemas locais, a amainar os anseios da população???? Neste ponto específico, a própria renúncia dos anteriores edis vem ao âmago da questão!!

O corolário desta situação é que a Frelimo acha que para manter o país unido é preciso que em cada local não haja outra coisa senão um “instrumento” deste partido!! Ou seja, exclui sistematicamente estes povos, mas também não quer que os mesmos se afirmem por sí próprios e por outras vias!! Esta concepção de país, para além de problemática e aberrante, é utópica!! E os factos no terreno estão a tratar de mostrar claramente que, faça-se o que se faça, manter um tal modelo é insustentável!!

O que estamos a assistir neste momento
é a reacção natural destes povos ao abandono, desprezo e exclusão a que têm sido votados, praticamente desde a independência nacional, excedidos que já foram os "limites do humanamente aceitável". É uma reacção às acções conduzidas de forma deliberada e concertada pela Frelimo contra estes povos e suas regiões! E isto deve ser entendido como um "primeiro passo" de uma manifestação natural da resiliência e vitalidade dos mesmos, rejeitando a miséria da sua condição e afirmando de pé-firme que querem mudar o curso das suas vidas!! Não saber lidar bem com este processo pode conduzir a outros, sabido que, "para uma acção, há sempre uma reacção"!!

Não estamos de maneira alguma a dizer que a Frelimo “deva entregar o poder à oposição”!! Como partido político que é, está nas suas prerrogativas se esforçar para manter o poder, desde momento que saiba jogar limpo, diga-se de passagem!! Mas é preciso perceber quanto antes que, nenhuma Nação pode ser feita de uma única coisa!! Porque, se assim fosse, Júlio César estaria ainda a governar a Itália e Napoleão Bonaparte estaria hoje em frívolas negociações com Adolf Hitler para tentar resolver a crise do euro! Para dizer que, mesmo que as pessoas não movam uma palha sequer (o que não é o caso), a natureza trata de fazer o seu serviço!!

É, portanto, preciso entender a “diversidade” como uma coisa “natural” e não como algo a ser combatido sob todas as formas e medidas!! Em caso de derrota, como se observou primeiro na Beira e agora em Quelimane, é preciso agir com elevação e urbanidade e, de forma graciosa, olhar para os novos vencedores como complementos da sua própria governação, como actores que vão dar o seu máximo para desenvolver o mesmo Moçambique que a Frelimo até aqui governa e diz querer desenvolver, as mesmas terras habitadas por muitos dos seus membros, como aliás, Raimundo Pachinuapa uma vez defendeu entre os seus convivas. Que esses actores locais, antes de serem combatidos, precisam de ser incondicionalmente apoiados, naquilo que ao Governo Central concerne!! Que a competição se restrinja aos períodos eleitorais, porque só assim é que poderemos estar a construir uma Nação verdadeiramente una, inclusiva e indivisível!! Não fazer isso, poderá mais tarde resvalar noutros desenvolvimentos que até, de certa forma, é possível hoje prever!!

Mas tem outra opção!! Que é continuar a fazer as coisas como tem feito até agora e deixar-se apanhar pelos factos em contra-mão (não sei se, de surpresa ou não)!! Um dia, com a coluna vertebral já quebrada, pode ser demasiado tarde para tentar mudar o curso das coisas!!

A sobrevivência da Frelimo a “longo prazo” como actor político válido e de mérito está intrinsecamente ligada à sua regeneração nestes aspectos!! Porque, ao fim do dia, quem tem a palavra e faz tudo acontecer é o povo, como aliás ficou suficientemente patente nestas autarquias supramencionadas, que essa “consciência de empoderamento” já existe no povo, está bem robusta e se vai fortificando a cada dia!! É preciso entender que, se estes fizeram, todos os outros têm competências para fazê-lo!!

A terminar, e, para homenagear a “lição de cidadania” que os Quelimanenses nos ensinaram, vou emprestar uma frase do ex-edil Pio Matos:

“Achuabo akhala wene”, o que literalmente significa “Os Chuabos existem mesmo de verdade”!! (Se a tradução estiver péssima, agradeço antecipadamente a devida correcção).


P.S – No “buiding up” destas eleições, alguns dos nossos reputados sociólogos foram fazendo as suas análises sobre a região do Zambeze e particularmente Quelimane, recorrendo a conceitos como “prazeiros”, “descendentes de prazeiros”, “as Donas”, etc, tentando dar-lhes papel de relevo no contexto político-decisório das gentes que hoje habitam estes territórios!! Se nos anos subsequentes a independência poderia se meter “alguma colherada”, a realidade política actual mostrou estar totalmente expurgada desses elementos, aliás, facto bem corroborado pelos resultados eleitorais, contrapondo muitas das análises entretanto efectuadas a esse respeito!! Julgamos que isso, “once for all”, deveria ser incentivo suficiente para os nossos analistas fazerem um “update” das suas “convicções”!! No fundo é isso mesmo: guiamo-nos por convicções, mas quando a evidência vem, precisamos alinhá-las com os factos!!

07 outubro 2011

Eleições Intercalares de 7 de Dezembro de 2011: Overwhelming Chances for Democratic Breakthrough!!!


Muitas das vezes recorremos ao imediatismo para encontrar respostas ou interpretar fenómenos correntes, mas o que acontece é que estes, de grosso modo, raras vezes se encontram dissociados do percurso histórico de um povo!!

E, um dos elementos que pretendo trazer hoje para a análise destas eleições intercalares que se avizinham é “O Homem Novo”!!! O que era (ou é) o “Homem Novo”, segundo os “teoricistas e practicionistas” da Nação Moçambicana emergida da Independência Nacional??

“Homem Novo” era uma espécie amorfa, artificialmente deslocada da sua progressão histórica, um alienígena à sua própria cultura, sem língua materna, sem tribo, sem crítica ou auto-crítica, em suma, uma cobaia pronta para ser enxertada com os mais desvairados ideiais!! Contanto que estes “princípios” fossem válidos para todos, exceptuando a elite dominante, que podia emprestar os seus “valores” à maioria, pelo menos é nisto que se pretendia que todo o Moçambicano se transformasse……….!!!

Acreditou-se piamente que meras “Ordens de Acção” do Bureau Político tinham força suficiente para destruir tudo o que éramos, eliminar completamente qualquer vestígio destas “instituições milenares” que fazem parte da ossatura dos povos que habitam esta Nação!!

Se havia dúvidas da natureza utópica destas teorias importadas do gelo da Sibéria, a realidade no terreno tratou imediatamente de dissipar qualquer equívoco!!

Mas, porque é que se pretendia criar um “Homem Novo”??
1) Havia consciência das diferenças etno-culturais no mosaico nacional
2) Assegurar o comando centralizado de toda uma Nação
3) Impedir a emergência de pensamento e valores locais próprios, porque isso seria um atentado ao “Projecto de Nação”!!
4) Eliminar qualquer consciência critica, o que converteria qualquer Mocambicano num autêntico “autómato do comando”!!

A lista poderia continuar até ao infinito, mas o que sobressai destas alíneas é que se pretendia que o “Homem Novo” fosse uma espécie sem interesses próprios, um instrumento maleável em beneficio da elite dominante!!

Esta era a realidade política de Moçambique nos finais da década de 70 e início dos anos 80.

Com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz (AGP) e início da democratização do país em 1992, o que se pretendeu “matar” com a criação do “homem novo”, ressurgiu na sua máxima força. E, uma manifestação vigorosa desse “movimento de reafirmação local” foi a criação de “Associações de Desenvolvimento Provinciais”!! Estas Organizações foram sendo criadas por intelectuais e massa crítica locais, como plataforma para a solução de problemas locais e progresso das suas provinciais e regiões!!

De facto, as diferenças e diversidades são, no seu todo, benéficas para a competição e progresso de qualquer Nação!! Se olharmos para os países que tomamos como referência no “desenvolvimento”, não existe qualquer homogeneidade etno-cultural entre as suas regiões!! São povos diversos que se unem num ideal de Nação, mas é preciso notar que, enquanto Nação una e indivisível, as pessoas nunca deixarão de ser elas próprias!! Aliás, constitucionalmente proíbe-se “casamentos consanguíneos” porque só a diferença é que impede “curto-circuitos genéticos” e torna as espécies mais fortes!! E, este princípio é também válido e fundamental para as Nações!!

Mas, numa manifestação recorrente do “Sindroma do Homem Novo”, o regime do dia não exitou em cooptar as lideranças dessas “Agremiações Locais”!! Ou seja, procurar manter toda uma Nação hibernada, sem ideias próprias, sem actores locais a galvanizar o desenvolvimento, mas como um “rebanho de ovelhas acéfalas” usadas ao bel-prazer do “comando central”. Se estas “lideranças cooptadas” serviram a algum dos interesses que lhes norteou na formação das “Associações de Desenvolvimento” ora citadas, isso deverá ser avaliado em termos de “que influência exerceram” nas posições governamentais que ocuparam, “que benefícios”, “que resultados concretos” trouxeram para o desenvolvimento das suas províncias!! Esse é um exercício que deixamos para a autoavaliação dos visados, mas penso que há evidência suficiente que eles não passaram de “objectos políticos descartáveis” e não fosse a sua tremenda “competência profissional”, muitos estariam hoje completamente abandonados e arrependidos de ter comigo “o pão que o outro amassou”!!

No entanto, é preciso salientar que houve avanços em algumas frentes, no que concerne a esta “problemática do homem novo”!!! Falo aqui concretamente das “Autoridades Tradicionais”!! Estas “instituições milenares”, emergidas com naturalidade das capacidades de liderança de certos indivíduos no contexto das suas comunidades e, subsequentemente passadas hereditariamente, foram tomadas como um perigo ao “Estado Novo” porque os colonialistas, acertadamente, se aproveitaram delas para administrar os territórios ocupados!! Hoje, o regime do dia se redimiu, não necessariamente como um reconhecimento à afirmação política das comunidades, mas usando do mesmo guião do colonialista, para penetrar e aumentar a sua zona de influência!! Porque aos olhos dos nossos ideólogos, a “afirmação local” nunca passou de um atentado à Nação!! Efeitos primários do “Sindroma do Homem Novo”………………!!!!

É daí que, volvidas já duas décadas, surgem estas eleições intercalares que se avizinham……..!!

Ninguém as pediu, diga-se em abono da verdade!! Tem se falado de “manobras políticas inconfessáveis”, mas eu despendi algum tempo a avaliar estes eventos e ver se, por ventura, existiria alguma correlação com a recentemente anunciada intenção de aumentar o número de distritos no país!! Pelos relatos que foram surgindo na imprensa muito antes destes episódios, dá para aferir a “verticalidade” destes Autarcas ora “renunciados” (feitos renunciar), tanto com os seus convivas provinciais, como com os centrais, nunca aceitando agir como marionetas do seu partido, como a maioria dos “yes-men” que pululam por essa organização!!

Mas, pelos últimos desenvolvimentos, parece haver evidência suficiente que os “proponentes das eleições intercalares” não tinham um plano firmado e terão agido irrepreensivelmente como pessoas em que “o poder lhes subiu à cabeça” e achavam que tudo podem e mandam!! A recente dificuldade em encontrar candidatos, os constantes adiamentos com anúncios para trás/pra frente e o processo renhido em apurá-los, pode ser sintomático de que tenham sido “apanhados em contra-pé!!

Porque o futuro e a consolidação democrática desta Nação jaze na “afirmação política, económica e social” das várias regiões que a encorpam, com actores locais directamente empenhados em encontrar soluções para os seus problemas, estas eleições intercalares desempenham um papel crucial nesse processo!!

Os resultados das eleições autárquicas passadas na Beira marcaram o início dessa caminhada e agora é dada “de bandeja” esta oportunidade soberana a mais municípios se afirmarem politicamente, escolhendo candidatos que amam a sua terra, verdadeiros campeões, com know-how, visões modernas, que estão dispostos a lutar pelo progresso das suas províncias e, essencialmente, sem “amarras físicas ou mentais” que lhes obrigue a “renunciar” compulsivamente dos seus mandatos, mais dia, menos dia!!

Tanto que hoje, as lideranças africanas (em que Moçambique se encontra inserido) se revêem ou até superam (nalguns casos) as atrocidades da administração colonialista, continua actual o pensamento de Amílcar Cabral:

«O primeiro objectivo, no fundo, da nossa resistência e da nossa luta é libertar a nossa terra economicamente, embora antes tenhamos que passar pela libertação política » (Cabral 1979 : 34).

«A nossa luta armada é uma forma de luta política, que procura libertar a nossa terra da exploração económica colonial e imperialista. Este é que é o nosso objectivo fundamental. Libertar as forças produtivas da nossa terra, da opressão, da dominação colonial imperialista » (Cabral 1979 :124)

Por isso, chegou o momento de, definitivamente, infligir um “golpe de morte” a esse “Homem Novo” que nunca devia ter existido e lançar um forte sinal aos “portadores do sindroma do homem novo” que os tempos são outros!! “Chega de atrasar com o desenvolvimento deste pais”!!!

Isso não será alcançado apenas por mobilizar as pessoas a ir votar massivamente pelo futuro da sua cidade, mas participando activamente na fiscalização das mesas de voto, controlo efectivo e contabilização das actas das assembleias de voto, e combate a toda a actividade suspeita, porque é ai onde se "fabricam vitorias esmagadoras”!!!

“Quelimane, Cuamba e Pemba: o futuro está nas vossas mãos!!”

22 novembro 2008

How does a Sore Loser Looks Like!?!

“Assim, felicito ao candidato vencedor”!
Lourenço Bulha em conferência de imprensa (após verificar que não tinha hipóteses....)

Após ganhar praticamente todas as Autarquias a bem ou a mal, parece que o que se poderia considerar uma “vitória esmagadora”, está a ser comemorada com um sabor muito amargo na boca!!

A derrota no Município da Beira foi um estrondo que se calhar “nosotros” ainda não imaginamos as suas reais dimensões para os “perdedores”! Talvez, se olharmos para o facto de uma das equipas ter jogado sem “mister”, sem equipamento e completamente desfalcada de recursos e a outra, tinha as melhores “estrelas” da modalidade, bem apetrechada e totalmente convencida da vitória, e mesmo assim, levou uma goleada daquelas, então deve “de ser” (como diz o meu amigo Pinto da Costa) mesmo muito doloroso…….ao ponto do nome do “vencedor” ficar completamente entalado na garganta! E, para não variar, as antenas de radio e TV também emitem aquele som de “interferência” quando a palavra em questão é Daviz Simango!!

Deve “de ser” mesmo terrível levar uma tareia enorme com um “miúdo”!!

By the way, That’s how a sore loser behaves!!

21 novembro 2008

Daviz Venceu!! Oyeeeh!

Contra as certezas dos “eruditos” da praça, Daviz venceu fora de qualquer plataforma partidária, essas que sistematicamente têem traduzido as suas posições cimeiras como um veículo de acumulação de riqueza ilícita e distribuição de favores aos seus vassalos, familias e demais parasitas atrelados!

Venceu a democracia! Venceu a dignificação e promoção dos governantes que realmente honram os propósitos da sua eleição, que é trabalhar arduamente pelo seu povo!

Parabéns ao povo da Beira que soube defender os seus interesses!
Parabéns a Daviz Simango, por ter aceite o chamamento da pátria e levado este desafio sem igual na nossa história pós-independência a bom porto e que, como referi anteriormente, marca “o início de uma nova era nesta Pérola do Índico”

É difícil fazer um “hat-trick”, mas a confirmação da nossa “Previsão Meteorológica para o mês de Novembro” sugere isso mesmo:

“Desenvolver Moçambique” 3 – Apóstolos da Graça 0

17 novembro 2008

Brincando aos Números em Tempo de Campanha no Município da Beira!!


Legislação Eleitoral de Moçambique

Capítulo VI: O Apuramento dos Resultados
“Se houver discrepância entre o número de boletins na urna e o número de votantes, vale o número de boletins na urna desde que não seja superior ao número de eleitores inscritos. Se o número de boletins na urna for superior ao número de eleitores inscritos, a votação será considerada nula e repetida no segundo domingo posterior à data da decisão de nulidade da votação.”
(So, we have a law that promotes “mistakes”! And who benefits from them?)

“As urnas, actas, editais, cadernos de recenseamento e toda a restante documentação deve ser entregue à Comissão de eleições distrital, ou de cidade, que por sua vez deve fazer chegar todo esse material à Comissão Provincial de Eleições no prazo de 48 horas. Os delegados de candidaturas têm o direito de acompanhar o transporte destes materiais e devem ser informados sobre as horas em que ele se efectua.”
(Candidates must not worry about t-shirts and “capulanas”! Their first priority get to be to have someone in each truck and each warehouse door lock looking after for those ballots!)

“O Presidente da CNE anuncia os resultados e manda divulgá-los através dos órgãos de informação no prazo de 15 dias a partir da data de encerramento da votação.”
(If you have the district ballots reaching out the CNE provincial headquarters lately after 2 days, why do you need 2 weeks to show the results? Is it to have enough room to “industry” the outcome of the election?)

ARTIGO 24
(Proibição de divulgação de sondagens)
“É proibida a divulgação dos resultados de sondagens ou de inquéritos relativos à opinião dos eleitores quanto aos concorrentes à eleição, desde o início da campanha eleitoral até à divulgação dos resultados eleitorais pela Comissão Nacional de Eleições.”
(Do we still have the guts to say that “we are in a democracy”? Are you kidding me? No polls, no surveys, really? Who’s afraid of them??)

Quem tem medo de tornar as nossas Instituições Eleitorais despartidarizadas?
Quem tem medo de torná-las democráticas e imparciais?

A nossa lei eleitoral com muitos dos seus artigos “cirúrgicos” (alguns indicados acima) é assustadoramente permissiva e com um potencial enorme para promover a fraude eleitoral! Se a nossa estrutura administrativa eleitoral continuar nos moldes em que está, praticamente sem envolvimento algum da sociedade civil, fica virtualmente impossível esperar processos eleitorais que sejam livres, transparentes e justos!

Se os candidatos e os partidos políticos fora do poder não prestarem uma atenção cuidada ao desenrolar destes processos, montando principalmente uma estrutura consistentente de fiscalização e monitoria dos resultados “on site”, então podem ter a certeza que isto tudo não passará de um autêntico “Kumbaya Eleitoral”!

Porém, este não é o propósito desta postagem! Apesar de muita gente detestar Matemática, é sobre números que gostaria de “brincar” um pouco! Senão vejamos:

Lotação do Estádio da Machava: 45,000 lugares

População da Beira: 436,240
(Discurso de Edson Macuácua em campanha na Casa de Cultura: 500,000 participantes - 115% da população)

População de Chicago:2,842,518
(Discurso de Vitoria de Obama a 04/11/08: 240,000 participantes - 8.5% da população)

População de Portland no Estado de Oregon:545,140
(Discurso de Obama a 18/05/08-foto: 75,000 participantes - 13.8% da população)

População de Berlim:3,394,000
(Discurso de Obama em SiegessSaeule a 23/07/08: 200,000 participantes - 5.9% da população)

Quando lidamos com números, é fundamental termos em mente o seu contexto relativo, para melhor percebermos a sua essência!

Apesar das culturas política e laboral nos E.U.A diferirem da Europa ou da África, olharmos para eventos similares ocorridos nesses locais, podem nos dar uma ideia global e quem sabe, observarmos tendências!

Se um político com estatuto de “rock-star” e surgido num momento sem igual na história da humanidade, não supera 15% da população das cidades onde realizou os comícios mais mediáticos da sua campanha, incluindo o da noite da sua vitória eleitoral, já alguém que para além de “papagaiar” não se conhece outra realização, e de uma estalada consegue reunir a sua frente 115% da cidade, provavelmente incluindo defuntos (então com a promessa de caixões gratuitos, quem é que não quer ser o primeiro? Com certeza houve uma debandada lá na morgue do HCB) e fetos ainda em gestação, então não haja dúvidas que estamos em presença de um evento super-extraordinário!

Não conheço a Casa de Cultura da Beira, mas terá ela um recinto com pelo menos a dimensão de 5 estádios da Machava (atendendo que a ocupação do campo pode lhe permitir albergar mais 50,000 pessoas)?

Se o facto de um político gabar-se de poder reunir 500,000 pessoas em período de campanha, constitui uma notícia galvanizadora para a sua candidatura ou de seu partido, não é menos verdade que esse político deva perceber também a dimensão e as implicações das suas reivindicações! A ser verdade, que imagem não só da Autarquia particular, mas do país em geral, é que o facto de toda a população (+alpha) da segunda maior cidade (incluindo os trabalhadores dos serviços de utilidade pública indispensáveis como hospitais, bombeiros, polícia, cadeias, etc), abandona os seus postos de actividade para ir a um comício mediano, realmente espelha sobre esta nação que nos pariu??

É esse o país de “lesmas” que esses políticos “astutos” querem herdar?

Quando Generosa Cossa, candidata que obteve apenas o seu voto nas eleições internas do seu partido para edil de Maputo, apareceu nos períodos antecendentes a esse evento fatídico, a tecer duras críticas à governação “medíocre” de Eneias Comiche, todo o mundo achou uma piada e ocasião para lançar uma gargalhada sem travões! Mas houve outros, poucos e muito prudentes, que aventaram a hipótese que aquela acção aparentemente inofensiva e visivelmente descabida, era no fundo uma operação elaborada “para preparar o terreno”! Yap, não podiam estar mais certos! Verdade, verdadeira, é que a “cama” do Comiche já estava mesmo feita!

Do mesmo “sector” e na véspera de uma eleição histórica, temos agora a “piada” dos 500,000 jovens que atenderam a um comício, num território “hostil” ao candidato e ao partido defendido pelo orador! Wow!

Estamos todos às gargalhadas, mas hey, esse número não caiu de pára-quedas! Há sempre uma razão para tudo, como gosto de defender! Não se trata de uma piada, mas sim de uma notícia que nos obriga a accionar imediatamente todos os alarmes! A partir do momento em que essa informação foi difundida, a Beira deve se considerar em estado de permanente e total emergência!

O primeiro parágrafo desta postagem é para isso, muito elucidativo:
“Se houver discrepância entre o número de boletins na urna e o número de votantes, vale o número de boletins na urna desde que não seja superior ao número de eleitores inscritos.”

É muito bem provável que 500,000 seja o número “escolhido” ou “aproximado” para esses votos “extra” que irão preencher sorrateiramente as urnas, porque a lei assim o permite e nada melhor que procurar legitimar esse apoio “fictício” com a devida antecedência e, para não variar, com números astronómicos e mágicos!

Muita gente credita a vitória de Daviz Simango em 2003, ao movimento das verdadeiras massas Beirenses que ficaram dia e noite em vigilância permanente, controlando o transporte das urnas e não abandonando os locais de depósito das mesmas! Se isso foi importante 5 anos atrás, a 19/Nov/2008, essa operação coordenada ganha estatuto de “imprescindível”! Observadores e delegados de candidatura em todas as mesas de voto, com os devidos meios de registo das actas; confirmação que as urnas não trazem votos antes do início da votação; vigilância da selagem e transporte das urnas; controlo permanente dos depósitos de armazenamento dos boletins de voto; são acções prioritárias a seguir!

Tudo está nas vossas mãos, caros Beirenses! Os factos até aqui provaram que o epicentro deste “terramoto eleitoral” não está noutro sítio senão aí nas margens do Chiveve! É a vós que o futuro da democracia e a promoção de governantes que honram os propósitos para os quais são eleitos, que esta “Pérola do Índico” hoje vos confia!

O país inteiro sabe que os Beirenses materializam a “essência da determinação” e que nada corrompe as vossas aspirações, os vossos interesses e os vossos objectivos, que também são os nossos! Digo, nada corrompe, porque vai haver muito dinheiro a rolar, para aliciar os Observadores e Delegados de Lista a incorrerem em acções fraudulentas, em prejuízo do seu próprio candidato e da vontade da maioria!
É por isso que este “teste de fogo” foi a vós confiado, porque temos certeza que vocês o aprovarão!!


Rumo à Vitória!
Daviz, Amigo, o Povo está Contigo!

This is Revolution and History in the Making!

30 outubro 2008

Previsão Meteorológica para o mês de Novembro

Preparem-se para eventos pouco vulgares! Novembro de 2008 vai ser um mês “quente” e, com a maior das certezas, Moçambique e o planeta inteiro não se esquecerão dele!

1) 02 de Novembro: Lewis Hamilton vai arrebatar o campeonato de Fórmula 1 no Brasil.

2) 04 de Novembro: Barack Obama vai vencer as eleições norte-americanas.

3) 19 de Novembro: Daviz Simango vai vencer as eleições autárquicas na Beira.

22 outubro 2008

A Cronologia do Desespero!

Na sequência do desespero que está a assolar algumas facções políticas no Chiveve em relação à candidatura independente do “Melhor Autarca da Nação”, o Reflectindo compilou a cronologia dos eventos acusatórios e acções de baixeza política que bem caracterizam quem não tem cabedal suficiente para jogar “taco a taco” em ambiente que se assente em princípios éticos, morais e de justeza política!

Eis, conforme se segue:

1. Daviz Simango não pode ser candidato da Renamo porque não é histórico;
2. Daviz Simango não pode ser candidato da Renamo porque não distribui os bens do Município aos renamistas históricos (talhões por exemplo);
3. Daviz Simango não pode ser candidato da Renamo porque é membro do PCN e está a pretender reactivar esse partido;
4. Daviz Simango não pode ser candidato da Renamo porque dá emprego aos familiares;
5.Daviz Simango é candidato rebelde;
6. Daviz Simango expulsou-se e a “Renamo” em conformidade com o Artigo 10 dos estatutos do Partido, apenas seguiu a sua vontade;
7. Aliás é o Artigo 6 dos mesmos estatutos que evoca a expulsão de Daviz Simango.
8. Daviz Simango aliciou os munícipes, usando ilegalmente os fundos da Autarquia, para que apoiassem a sua candidatura;
9. Daviz Simango é interdito a usar os símbolos da Renamo; caso o faça, serão usadas as medidas legais (?);
10. Daviz Simango está a impedir a realização da sessão da Assembleia Municipal;
11. Daviz Simango deve ser processado por desvio de fundos, (quais fundos?). Claramente para ser impedido a avançar com a sua candidatura em nome do povo beirense.
12. Daviz Simango é impugnado pelos Mbararamos e um alegado GRM (desmentido pelo seu fundador, o economista Francisco Masquil);

Para não variar, as “Autoridades Competentes” também entram em cena:
13. A CNE-Comissão Nacional de Eleições, na pessoa do seu presidente, Dr. Leopoldo Costa afirma que esta não tem matéria para inviabilizar a candidatura de Daviz Mbepo Simango, justificando que "Daviz cumpriu com todos os requisitos exigidos pela CNE".

14. O MAE-Ministério de Administração Estatal notifica Daviz Simango de que tem 30 dias para se defender de um pedido de impugnação da sua candidatura apresentado pela Renamo.

15. António Obadias Simango, um dos vereadores do Conselho Municipal da Beira e por sinal, um familiar do actual edil, foi ontem detido por ordem da procuradora provincial da República em Sofala, por alegadamente ter tido durante uns dias na sua conta pessoal um valor equivalente a pouco mais de vinte mil meticais (cerca de 800 USD) proveniente de cobranças aos devedores de um empréstimo na ordem dos cento e cinquenta mil meticais (6.250 USD) contraído por armazenistas junto do Conselho Municipal da Beira e que suscitou já a exoneração de Arnaldo Tivane, director de Feiras e Mercados.

A PGR está mesmo a mostrar serviço, e todos os “ladrões de galinhas” deste país que se ponham a pau!
Um exercício claro de desgaste da imagem do actual edil da Beira, quando temos ainda fresca na memória, os dois (2) telefones Motorola adquiridos e nunca utilizados pelo anterior autarca Chivavice Muchangage, ao valor “irrisório” de dois biliões de meticais da antiga familia (cerca de 80.000 USD)!

Como corolário desta situação e qual “cereja no topo do bolo”, um estudo de percepção de tendência de voto efectuado pelo Canal de Moçambique/ Semanário ZAMBEZE na Beira e publicado ontem, mostra que se as eleições para a Assembleia Municipal e para Presidente deste município se tivessem realizado no dia 19 de Outubro, isto é, no último domingo, o actual Edil, engenheiro Daviz Mbepo Simango, sucederia a ele próprio com uma percentagem de votos entre 73,19% e 77,57% e os seus oponentes directos Lourenço Ferreira Bulha e Manuel Pereira teriam respectivamente 11,35% e 6,45%.

Mais palavras para quê?

16. Adenda 23/10/08, 6 AM: MAE julga improcedente o pedido da Renamo. Portanto, "ASSUNTO ENCERRADO".
Daviz Simango é, definitivamente, candidato à presidente do Conselho Municipal da cidade da Beira, nas eleições autárquicas de 19 de Novembro.
Conforme o Notícias, o Ministro de Administração Estatal, Lucas Chomera, julgou improcedente o pedido que lhe foi formulado pela Renamo para julgar nula e de nenhum efeito a candidatura de Simango, alegadamente por violar a Lei 7/97, relativa à Tutela Administrativa do Estado sobre as Autarquias, requerendo, por conseguinte, a perda da corrida à sua própria sucessão.

Lucas Chomera disse ontem em conferência de Imprensa que este assunto fica defintivamente encerrado, conquanto entendemos que a coligação Renamo-União Eleitoral foi apenas constituída para as eleições autárquicas de 2003 e gerais de 2004 e, por isso, é legítimo que os militantes da coligação às autárquicas de 2008 e 2009 possam ser propostos por entidades jurídicas distintas da coligação Renamo-União Eleitoral.

20 outubro 2008

Leave Daviz Simango Alone! (Deixem o Daviz Simango em Paz)

"É necessário que os princípios de uma política sejam justos e verdadeiros"
Demóstenes

Depois do massivo apoio popular a Daviz Simango que culminou com a sua candidatura independente e subsequente aprovação do processo pelas autoridades competentes, os políticos incompetentes deste país perceberam que este carismático líder é um desafio superior às suas medíocres capacidades!

Como diz Charles Tocqueville, “Em política, a comunhão de ódios é quase sempre a base das amizades” e a cidade da Beira está a viver uma versão moderna de algumas passagens do “Antigo Testamento”, como aquela em que o “leão viveria com o bezerro”, tal é o obstáculo que estas duas espécies estão a enfrentar para a sobrevivência das suas aspirações políticas! Isso mesmo: “sobrevivência de aspirações”!

Daviz é tão grande para eles que tiveram que esquecer as suas rivalidades históricas e se associar para ver se o derrotam! Porém o cenário está tão complicado que a única forma que estes senhores encontraram foi fazer “jogo sujo”!

Nem a “Renamo Mbararama” com o seu candidato Manuel Peneira ou o “Batuque e Maçaroca” com o seu Lourenço Pulha, nesta fase de pré-campanha, tiveram a coragem suficiente de se apresentar ao eleitorado, tal é o cenário de desaprovação que os espera! Os Beirenses claramente já lhes lançaram esse sinal e estes comparsas já perceberam!

O que sobrou então, é procurar ganhar a Beira com “jogadas de secretaria”!

Senhores! Campeões fazem-se no campo! De nada vai adiantar inventar cartas de proveniência duvidosa para a CNE/STAE, tentando impugnar a candidatura de Daviz! Se os senhores acham que têm mesmo capacidade e competência para administrar a Beira, apresentem o vosso “caso” ao eleitorado e provem que serão melhor alternativa ao “Melhor Autarca do País”!

Mais grave do que o acima exposto é o facto da PGR estar a envolver-se ou deixar-se envolver com o intuito de “fabricar” alguma acusação a este edil para impedir a sua candidatura. Sabemos que o Ministério Público anda a reboque do Executivo, coisa provada com a fantochada do julgamento “contra a segurança do Estado”! Já que este é um orgão sem iniciativa própria e numa altura em que os “PCA’s da Corrupção” estão a fazer “piquiniques” com o erário público, prefere mover-se para onde puxam a coleira, sem pensar nas consequências e implicações das suas descabidas decisões, alertamos para que não brinquem com “fogo”!

A esta altura do campeonato (em que faltam apenas três jornadas), com os ânimos levantados que estão e olhando para o apoio massivo de que goza Daviz Simango, uma “decisão de secretaria” para amputar a candidatura deste carismático Autarca, vai pôr a Beira em autêntica polvorosa! Se quiserem ter ideia do que irão provocar, é só imaginarmos uma função potencial com expoente “5 de Fevereiro”! A única diferença com o triste evento que vivemos recentemente é que essa desordem social ocorrerá em Outubro ou Novembro, conforme o “timing” que quiserem dar e se quiserem mesmo enveredar por essa decisão desastrosa!

A CNE/STAE já aprovou a candidatura deste Autarca e a partir desse momento, a bola foi lançada para o campo! Esse é que passou a ser o “centro da batalha” decisória! Se os senhores se sentem à altura e capazes, é aí que devem mostrar as vossas habilidades!

Uma coisa que gostaria de perguntar à “Renamo Mbararama” é: “Se os senhores são assim tão íntegros como pretendem apregoar, como é que tiveram a coragem de conviver com um 'corrupto' por 5 anos consecutivos, sem lançar um pio sequer”?

A bancada do “Batuque e Maçaroca” que “desde o início do mandato faz acusações de desvios de fundos no Município”, porque iriam esperar ver o tapete do poder lhes ser retirado, para apresentar as tais provas??

Para nós pacatos cidadãos, uma coisa está clara: Se estes senhores continuarem a fazer o seu “jogo sujo”, nos comprovarão que não têm capacidade alguma ou projecto alternativo de governação. Porque o assunto aqui não é Daviz Simango, entanto que indivíduo! O que está aqui em jogo é a Beira e os seus munícipes! É a eles que os senhores se devem dirigir e mostrar o que propõem para a melhoria das suas vidas! É a batalha de ideias e planos que este eleitorado exige e espera e não de ataques baixos e descabidos a pessoas!

O país inteiro está atento e não esperamos outro cenário senão a decisão da governação da Beira saída de um pleito eleitoral, livre e pacífico! Se nalgum momento a integridade física de Daviz estiver ameaçada, sabemos desde já quem serão os seus responsáveis directos! O país inteiro está atento!

Como diz Vergílio Ferreira: “Em política, a «honestidade» não conta nem como estratégia nem como índice para avaliação dos outros. Ser «honesto» em política actuante é ser parvo”. Por isso, a Daviz Simango, o “Desenvolver Moçambique” aconselha a estar atento e ter a sua equipa em alerta permanente, porque os adversários já mostraram que não estão para “jogar limpo”!


Para a política o homem é um meio; para a moral é um fim. A revolução do futuro será o triunfo da moral sobre a política.
Ernest Renan

15 outubro 2008

Porquê apoiamos a Candidatura de Daviz Simango?

“Um político pensa nas próximas eleições; um estadista nas próximas gerações”
Noel Clarasó

Como respondi ironicamente ao Bayano Vali, na postagem em que o “Desenvolver Moçambique” anunciou o seu apoio à candidatura independente de Daviz Mbepo Simango, nós fazêmo-lo simplesmente porque “SIM”!

SIM, porque este Autarca traduziu a sua governação em transparência, idoneidade, honestidade e sentido de propósito para com a missão que aceitou levar a cabo que é, trabalhar em prol dos seus munícipes e da sua cidade.

Os resultados falam por si, e este carismático lider foi eleito tanto por organismos nacionais, como internacionais, como o “Melhor Autarca Nacional”. Isso explica volumes e, se alguém precisa de alguma prova, é só olharmos para o facto de que o país ainda nem sequer se recompôs da sua não recandidatura pelo seu anterior partido! Como consequência disso, esse partido está a viver uma crise nacional sem precedentes, cujos resultados globais ainda ninguém pode prever! O que sabemos até este momento é que purgas de caudal elevado continuam a ocorrer nas suas lides máximas. Essa é uma prova que ninguém pode refutar em relação àquilo que realmente representava a governação autárquica de Daviz Simango!

Estive pela primeira vez na Beira em 2001. Aquela é uma cidade que os nossos estudantes de Arquitectura deveriam ter a obrigação de visitar antes da sua graduação, tal é a sua beleza e carácter particular dos seus edifícios, suas ruas repletas de rotundas, entre outros (para quem não sabia, Beira é uma cidade que foi “programada”). Fiquei encantado com a Beira, olhando e apreciando as suas imponentes estruturas, sua organização espacial e fundamentalmente, pela diferença enorme que se nota com outras cidades cujos edificios foram nascendo como cogumelos à volta de um quartel ou de um porto. Mas, verdade seja dita, e em contraste, a cidade tinha um ar sombrio, de estagnação mesmo. Não custa muito observar uma cidade com vida e, a Beira dessa altura estava morta. Porque vinha de Chimoio e tinha tido umas noites apertadas ali no “Coqueiro”, pelo menos foi um alento conhecer aquela discoteca espaçosa e animada que era o “Centro Hípico” lá na Manga. Seguindo a lógica económica da cidade, esta também viria a fechar as portas pouco tempo depois.
Nos meados de 2003 voltei a Beira em serviço e dentre outras coisas, conheci o “Oceana”! Fiquei estupefacto com a beleza daquele complexo à beira-mar, que nem em Maputo se podia ver similar, mas para meu desalento, completamente votado ao abandono. O semblante dos citadinos Beirenses era de indivíduos desorientados, sem esperança pelo presente, quanto mais pelo futuro. Mesmo as “damas chiques” lá do Chiveve, não estavam para “nheque-nheques” do tipo vou tomar uma “red’s”, “spin” ou “amarula”! Elas queriam uma “Manica” ou “2M” inteirinha só para elas. Na verdade, uma cidade muito diferente das outras, naquela altura.

Porém, aquando da minha última visita àquela urbe em finais de 2005, a Beira estava transfigurada. Muita construção de edifícios comerciais e habitacionais florescendo por todos os cantos, as ruas sempre preenchidas de gente e as pessoas mais animadas. Era comum, naquela altura, que as pessoas fossem passar os fins de semana nas várias “Quintas” ora construidas lá pelas bandas do Dondo. Ao passar pelo Shoprite, tive por instantes a impressão de estar em Maputo. A Beira era, desde que a tinha conhecido, uma nova cidade, em franco desenvolvimento!

Por isso digo que não me admiro quando se reporta pelos media, o apoio massivo e suporte das verdadeiras bases que a candidatura de Daviz Simango está a receber não só no Município da Beira, mas do país inteiro! Ninguém está em melhor condição de julgar o progresso verificado naquela cidade durante a governação de Daviz Simango, senão os seus próprios munícipes! São esses munícipes que estão, desde o primeiro momento, a “carregar” (como se diz em gíria popular) a candidatura deste homem, porque eles percebem que essa é, acima de tudo, a sua própria candidatura, dos sem voz e a garantia de que terão um Autarca a velar por eles! O país está a viver a partir da Beira, um movimento de cidadania participativa, sem precedentes na história desta nação, que não vê a fronteiras sejam partidárias, religiosas, estatuto social ou quaisquer outros. É isso mesmo, nós cidadãos temos que defender aquilo que julgarmos se adequar com os nossos propósitos! Os eventos recentes nos nossos dois maiores partidos mostraram que ninguém poderá fazer isso por nós, senão nós mesmos!

É altura deste país começar a ter líderes cuja ascenção e manutenção nos pelouros máximos seja verdadeiramente legitimada por aqueles a quem é suposto virem a servir. Enquanto África continuar a ter líderes que sentem que estão no poder e têm consciência que o único crédito da sua eleição são as suas “MacGaivices” eleitorais, então nada os motivará a trabalhar verdadeiramente pelos seus povos e seus países, porque o pressuposto "contrato social" só terá uma assinatura: a deles! O seu “mérito” continuará a residir somente na acumulação de riqueza ilícita e distribuição de favores aos seus vassalos.

É isso que significa esta candidatura: a salvaguarda da democracia, transparência, integridade e dedicação na nossa cultura governativa para servir aos ideais deste povo e não a utilização e legitimação do poder como uma plataforma para satisfazer redes clientelares parasitas e ociosas, que actualmente acham que este país lhes deve algo.

Se já notaram pelos discursos e intervenções deste carismático Autarca, ele não fala como um vulcão arrogante vomitando lavas fumegantes e tóxicas para a sua audiência, fomentando divisionismo e suspeição entre os seus apoiantes e seus possíveis opositores. Com o seu carisma, Daviz tem procurado reforçar e libertar o que há de melhor dentro de nós: o sentido de justiça, trabalho, honestidade e entrega abnegada para que juntos e unidos como a nação Moçambicana e de todos os Moçambicanos, construamos o país que pretendemos para nós, nossos filhos e para as gerações vindouras!

A frase “Daviz é nosso” ouvida pelo Prof. Carlos Serra na sua breve visita àquela cidade e durante uma conversa com os arrumadores de malas no Aeroporto daquela urbe, encorpa e elucida como a governação de um líder político pode se enraizar, ser interiorizada e se reflectir na pessoa e na vida dos seus munícipes! Esses são factos e não ficções!

Por isso, o “Desenvolver Moçambique”, manifesta o seu apoio incondicional à candidatura independente de Daviz Simango, cientes de que estamos do lado certo da história!

FORÇA DAVIZ SIMANGO, RUMO A VITÓRIA!

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado”
Albert Einstein

23 setembro 2008

Eleitorado “Azarado”!


“Nos indivíduos, a loucura é algo raro - mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra”
Friedrich Nietzsche

Não raras vezes, temos ouvido ultimamente a palavra “azar” para descrever ou caracterizar alguns infortúnios das nossas lideranças! Se se trata de eventos “naturais”, forças malígnas da natureza, às quais “nada” podemos fazer senão esperar pela consumação da catástrofe e destruição que consigo trazem, acho legítima a sua utilização. Porém, se a homens e resultados das suas decisões se referem, então esse termo se encontra fora de contexto. “Os homens traçam o seu destino” e isso, em muitos aspectos, é uma verdade irrefutável!

Sou um proponente e defensor acérrimo da “alternância governativa” para o amadurecimento e desenvolvimento de qualquer democracia! A estagnação e a monotonia, tende a produzir comodismos e indiferença para com os propósitos reais do poder político instituido e adquirido. A “alternância governativa” irá sem sombras de dúvidas, focalizar os detentores de cargos públicos e políticos na essência da sua governação, que é servir o povo, conduzi-lo ao progresso e a prosperidade.

A “excitação” que se tem estado a viver recentemente pela candidatura independente de Deviz Simango (afinal, qual é o nome correcto deste Autarca? Deviz, Daviz ou Davis? Alguém esclarece?) pode ser o prenúncio de um vazio que se vive na nossa arena política e da necessidade premente que este povo tem para com “resultados” das suas elites políticas.

Os eventos políticos da última semana, mostraram mais do que nunca que provavelmente, o surgimento de um movimento cívico, alicerçado nas forças vivas da sociedade, e com um propósito bem definido, seja a curto prazo, uma via alternativa credivel com vista a incrustrar princípios de “accountability” na nossa governação.

Nas condições actuais, só um eleitor informado e “suicida” é que pode apostar na nossa oposição existente! Quem ouviu as afirmações do considerado “líder da oposição”, sabe perfeitamente do que estou a falar!

É ao mesmo tempo assustador e desolador, perceber que volvidas estas quase duas décadas, esse suposto “líder” continue a ver o mundo como a extrapolação de uma “base militar”, com um comandante supremo e um “rebanho” de recrutas e sargentos sem “importância” alguma, senão para cumprir ordens!

Que esse líder, tal como Bush orgulhosamente não se cansa de referir que apesar de ser um “C student” ele é que é o "presidente" e que os Phd's não passam de "advisers" ou McCain agora de boca cheia diz que foi 15º (de baixo para cima) dentre 900 graduados da Academia Naval, ache que o elogio à mediocridade seja uma coisa “cool”, e ainda menciona que isso serve para “salvar a democracia”(??). Outros líderes (facto curioso, também militares) afirmaram recentemente que “os jovens podem vender o país” e este suposto “pai da democracia” diz sem pestanejar que essa é a via correcta de abordar o contributo que essa juventude tem para oferecer a nação!
Quando o seu porta-voz diz que “Daviz Simango é bastante perigoso para a estabilidade do país, por tratar-se de um indivíduo demasiadamente ambicioso e apegado ao poder” não poderia estar a caracterizar melhor o seu próprio “líder” partidário.

É realmente um “perigo” que alguém ache que este senhor retrógado e que não vê a meios para se “pendurar” ao poder, qual Mugabe da serra de Gorongosa, esteja a altura de conduzir os destinos desta nação.
Este senhor pode ter a certeza que doravante, só pode esperar pelo voto do cidadão lá na “casca da rolha” que nada sabe do que acontece nos nossos corredores políticos!

Tal como disse E. Marchi, “A paciência dos povos é a manjedoura dos tiranos” e o nosso silêncio tem estado não só a produzi-los como também a torná-los obesos, em toda a parte.

Se “Deve-se julgar da opinião e carácter dos povos pelo dos seus eleitos e predilectos” como disse Marquês Maricá, os eventos da Beira são prova irrefutável de que este povo sabe bem, que tipo de governante é que pretende.

E esta não é altura para dizermos que “somos azarados” em relação as nossas actuais lideranças políticas! Esta é altura para trabalharmos afincadamente para eleger esse carismático líder que encarna o espírito da liderança que pretendemos ver enraizada por este país todo. Temos que nos lembrar que “Cada povo traça o seu destino”!

Devo concordar com o Reflectindo quando diz repetidamente que devemos pensar como “cidadãos”! Realmente, muitos de nós limitam-se apenas a pensar pelos seus partidos e nunca pelos interesses da nação, porque essas organizações políticas não passam de um meio de sobrevivência para os seus membros, quando deveria ser o contrário! Os seus empregos, os seus negócios, empreendimentos, etc, são coisas sempre “ancoradas” aos partidos! Esse é um câncro que precisa de ser “banido” em prol do progresso desta nação.

O movimento em torno de Deviz Simango, é a primeira oportunidade real para invertermos esse actual campo de forças existente! Proponho que este jovem Autarca lance já pelos média e outros canais de comunicação, números de contas bancárias, para que possamos contribuir pela sua candidatura e por esta campanha eleitoral crucial ao futuro desta nação!

“Quando os tiranos caem, os povos levantam-se!”
Marquês Maricá