Mostrando postagens com marcador Garbage Reporting. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Garbage Reporting. Mostrar todas as postagens

01 junho 2009

Evolução Jornalística no “Notícias”!!!

Há pouco tempo referi-me, aqui neste blog, àquilo que apelidei de “Garbage Reporting”!! Foi um artigo em que abordei a forma como assuntos referentes à Construção Civil eram “maltratados” (isso mesmo: mal tratados) pelos nossos Média em Moçambique, no caso vertente, o “Jornal Notícias”!!

Agora, do mesmo Jornal e, com alguma surpresa (da minha parte) temos uma notícia sobre este sector (Construção) em que, de forma clara, se nota uma “Evolução Qualitativa Apreciável"!! Uma “informação” que “informa”, diria!

Tratando-se de uma notícia proveniente da mesma província que aquela que motivou a anterior postagem, quero crer que se trate do mesmo Autor!! E, mesmo não sendo, sinto-me compelido a endereçar os meus parabéns ao Jornal e seus Editores!!

E, se calhar, o “Bayano” tinha razão: “Nós, os utentes, devemos dizer e influenciar a forma como pretendemos ser informados”!!!

13 abril 2009

“Garbage Reporting” - Como Assuntos referentes à Construção Civil são Maltratados pelos Nossos Media em Moçambique!!

O grito da necessidade premente e pertinente de profissionalização dos nossos Orgãos de Comunicação certamente que não se restringe apenas a esta área de “Construção Civil”! Todos os dias somos bombardeados com “informação” diversa que, ao fim e ao cabo, em nada nos informa! Uma autêntica perda de tempo!! Não existe melhor expressão para descrever este “serviço” como “Garbage Reporting”!!

Mas há limites para tudo e os nossos Média não podem continuar assim impunes!!! Esta mediocridade tem que terminar!! Nós, o público Moçambicano exigimos melhor serviço!!

Tanta a mediocridade junta no mesmo artigo, acabei quebrando a minha predilecta chávena de café, quando ia terminando a leitura do último parágrafo do texto referente a “Reabilitação do Hospital de Namapa”, publicado hoje pelo “Jornal Noticias”.

Fala-se de “Reabilitação” dessa obra que, por acaso conheço, mas do que vem relatado, nem com “lupa” se vislumbra:
- Se a obra já começou e quais são os prazos de execução?
- Quem é o financiador e qual o valor total da obra?
- Quem é o projectista, a Fiscalização e o Empreiteiro?
- Qual é o “objecto de obra” ou seja, serão erguidos novos edificios(?), qual a concepção arquitectónica(?), que tipo de materiais serão utilizados(?), a integração ambiental da obra foi salvaguardada(?), a componente de equipamentos será contemplada(?), que novas especialidades e serviços ficarão disponíveis à população?
- Só para citar alguns……………………………

Quando tudo o que se nos dá a conhecer é que “o número de camas vai aumentar de 68 para 120”, não se está, de forma alguma a informar sobre uma “reabilitação”, mas possivelmente, a “fazer politica”!!

Os nossos Órgãos de Informação precisam de aprender como se fazem as coisas! Quando vêmos os “Média” de outras paradas com “comentadores” ou “assessores” para áreas específicas, estes não o fazem porque têm muito dinheiro ou isso seja “fashionable”, mas porque querem prestar um serviço adequado à sua audiência!!

Os nossos Órgãos de Informação devem deixar de se sustentar no velho arqumento de “exiguidade de fundos” e começarem a se preocupar com a qualidade do seu trabalho!! Nós exigimos melhor serviço!!

Já chega de “jornalistas sabe-tudo” que ao fim e ao cabo, “nada sabem”!! É preciso que os jornalistas se especializem!! Se isso for bastante oneroso ou precisar de muito tempo, contratem “Assessores” para “áreas especificas” e não precisam de os ter à “tempo inteiro”!! Com as tecnologias de informação e comunicação existentes, esses indivíduos poderiam fazer a sua “assessoria” a partir de um ponto remoto, sem precisar de uma “secretária e computador” num dos cantos da “Redacção”! Antes do “jornalista” sair para a sua habitual “recolha de comunicados de imprensa”, ele poderia muito bem mandar um email ou sms ao Assessor, seja de Construção Civil, Saúde, Legalidade, etc, perguntando o que questionar ou que informação obter do seu interlocutor!!

Dessa maneira, penso que poderíamos ir nos livrando gradualmente deste autêntico “Garbage Reporting” que assola a maioria das “Redacções” dos nossos “Órgaos de Comunicação”!