Dentre vários Autores, Nathaniel Branden é um daqueles “Scholars” que tem dedicadas mais de 4 décadas, no estudo, ensino e disseminação, de forma bastante compreensiva, do que anda à volta deste “complexo” conceito de “Auto-estima”!!
Segundo este autor, “Auto-estima” é uma experiência. É um modo particular de nos experimentarmos a nós próprios. Ela não é um mero “sentimento”, mas algo mais sério, mais complexo!! Ela envolve componentes emocionais, cognitivas e de avaliação! Ela também envolve uma certa disposição para a acção, como por exemplo: para viver a vida, em vez de “fugir” dela; viver com “consciência” do ambiente envolvente, em vez de se alhear a ele; para tratar os “factos” como eles realmente são, em vez de pura e simplesmente os ignorar ou refutar; para “agir responsavelmente”, em vez do contrário!!
O que seria então, por definição, “Auto-estima”??
“Auto-estima” é a disposição de experimentar-se a sí próprio como “competente” para lidar com os desafios básicos da vida e de ser merecedor de “alegria” e “satisfação”. É a “confiança” na eficácia da nossa mente, na nossa habilidade de pensar. Por extensão, seria a confiança na nossa habilidade de aprender, fazer escolhas e decisões apropriadas, e responder efectivamente à “mudanças”! É também a experiência de que sucesso, realizações, satisfação – alegria – são certos e nossos direitos naturais. O “aspecto de sobrevivência” de tal “confiança” é óbvio; também o é, o perigo, quando “ela” não está presente!
“Auto-estima” não é a euforia ou vaidade temporariamente induzida por uma droga, elogio, ou uma relação amorosa! Não é uma ilusão ou alucinação! Se ela não está fundada em “realidade”, se ela não for construída ao longo do tempo através de uma operação adequada da mente, então, ela não é “Auto-estima”!
A raíz da nossa necessidade por “Auto-estima” é a necessidade de uma “consciência” para aprender a confiar nela (consciência)! E, a raíz da necessidade para aprender tal “confiança” é o facto de que “consciência” é algo deliberadamente “intencional”, que pode ser escolhido de acordo com a nossa vontade: nós temos a chance de pensar ou de não pensar! Nós controlamos o “comando” que torna a "consciência" mais brilhante (esclarecida) ou mais ofuscada! Nós não somos “racionais”, ou seja, “focados à realidade”, automaticamente! Isto significa que, aprendermos a operar a nossa mente de um modo em que nos tornemos relevantes à vida é, em última instância, uma função das nossas escolhas ou opções! Será que nos predispômos à “consciência” (dos factos, da realidade, do ambiente circundante) ou ao contrário? Da “racionalidade” ou o contrário? Da “coerência” e “clareza” ou o contrário? Da “verdade” ou o contrário??
Num processo recorrente de uso abusivo de “termos” e “expressões”, que ninguém explica, ninguém pede esclarecimentos do que se trata e, o que considero grave, ninguém se preocupa em procurar perceber pelos seus próprios meios, vêmos esta “expressão” inundar todos os cantos, meios de comunicação e discursos políticos, neste país!!
“Devemos ter Auto-Estima”, é a palavra de ordem!!
Mas será que a minha avó lá em Changalane, o meu tio em Vandúzi ou o meu irmão em Mandimba sabem o que é esse “bicho” intitulado “Auto-estima?? E, citando Leonel Magaia, não estarão, todos eles, a perguntar (nestas presidências-abertas): “Come-se”?? Os que não se cansam de difundí-lo aos “quatro ventos” e nós, supostamente mais informados, sabemos o que, de facto, é “Auto-estima”? Como é que ela se constrói?? Quais são os factores que a afectam??
Este é um tema que, vos adianto, controverso!! Desde a sua introdução no léxico inglês, no longíncuo ano de 1657, presumivelmente por John Milton e, o seu subsequente uso e exploração por estudiosos e autores do campo da Psicologia e Filosofia, muitas interpretações e abordagens têm surgido!!
Mais do que “certezas” ou “polémica”, esta, tanto quanto outras postagens patentes neste blog, pretende “aprender” e “procurar perceber”, “o que realmente significa” ou “o que entendem significar” os proponentes da tão propalada e inflacionada “Auto-estima”!?!
Este é um país que tem reconhecidamente, pelo menos, 15 “grupos” de línguas nacionais, o que, por si só, espelha a diversidade étnica que o caracteriza. Desde a independência nacional que temos ouvido, de forma recorrente, a apelos incessantes à “Unidade Nacional”! Este ano, para não variar, este tema é inclusive, um dos pilares para a “campanha eleitoral” deste partido!
A importância desta matéria ou o que cada actor político e nós, o povo em geral, temos feito para a salvaguardar, não é um exercício meramente fonético e não se avalia pelo grau de repetição dessa expressão (Unidade Nacional), mas pela atitude que tomamos no dia-a-dia para abraçar o mosaico etno-cultural que encorpa esta nação e pela nossa prática no “terreno”, rumo a uma “representatividade regional” efectiva e balançada!!
Não precisamos de recorrer a exemplos trágicos da história da humanidade como o genocídio de Ruanda ou a génese de grupos radicais como os “Tamil Tigers” (detentores da "patente" de inventores do “colete explosivo”), para percebermos o que a alienação de determinados grupos étnicos (maioritários ou minoritários) por actores políticos com uma medíocre percepção de “diversidade” e "inclusão", pode originar.
Um estudo pelos nossos historiadores, acerca da “representatividade regional” nos sucessivos “governos” (presidente, ministros, vice-ministros, procuradores, governadores, directores provinciais, administradores, directores distritais, etc) desde a independência nacional, não tenho dúvidas que daria numa boa tese académica!! Esse trabalho que poderia até ser conduzido pelos Órgãos de Comunicação, formações políticas, etc, permitiria “pôr em números” o que de forma esporádica tem sido alertado por vários sectores da sociedade civil Moçambicana!!
Não vamos falar aqui dos tempos em que, até cantos recônditos, lá na “casca da rolha”, tinham Administradores da região sul. Nesses tempos, muitos dos nossos actuais bloguistas ainda andavam de fraldas! Quero vos convidar apenas para uma visitinha à “Administração Guebuza”! Quem alguma vez leu Machiavelli sabe que aquele estratega político foi peremptório ao afirmar, 5 séculos atrás, que, “o Príncipe deve ter as suas próprias tropas e, em caso algum, deve confiar em milícias de outro Senhor”!!! Falou-se muito de "expurgação" da ala Chissano, limpeza da casa, etc, mas tudo não passa de medidas atinentes à consolidação do poder!
Assistimos à nomeação de um elenco governamental “colorido”, que procurava abarcar várias “sensibilidades”, sendo a “representatividade regional” uma delas! Se “competência” tivesse sido um “critério de peso”, o número recorde de exonerações ocorridas nestes 5 anos, vem refutar esse argumento!!
Quando os cuidados e os detalhes milimétricos já não estão à mão, a cabeça preenchida com inúmeros afazeres e, se de facto, as acções iniciais não foram genuínas, um olhar incisivo aos eventos ocorridos “à posteriori” permite ajuizar sobre esses elementos!! As pré-condições atrás enunciadas costumam ser condimento propício para fazer sobressair, consciente ou inconscientemente, aquilo que em gíria popular se denomina de “veia natural”!!!
Em 99.9% das novas nomeações ministeriais, e, sem exagero, Guebuza previlegiou indivíduos da zona sul, senão vejamos: Erasmo Muhate (Agricultura), Soares Nhaca (Agricultura), Benvinda Levi (Justiça), Oldemiro Baloi (Negócios Estrangeiros), António Sumbana (Juventude e Desportos), Paulo Zucula (Transportes)…………(podemos incluir João Candiane Cândido (Mulher), neste grupo?).
Com esta evidência factual e matemática, eu não discordaria de alguém que aparecesse a dizer que Guebuza tem estado sim, a ser consistentemente regionalista!!
Este argumento volta a ser reforçado (e de que maneira!), quando vemos que recentemente e, numa sentada, Guebuza entrega toda a Alta Magistratura também a indivíduos da mesma região (Tribunal Supremo, Tribunal Administrativo e Conselho Constitucional)!!
Como sempre, alguns sectores dirão: “Ahh, mas é só um indivíduo que foi nomeado para aquele posto”!! Têm razão quando assim se referem, mas se esquecem de mencionar que esse indivíduo vem com a sua legião tribal, provavelmente seguindo os mesmos critérios do capitão-mor!! A este propósito, outro dia fiquei estupefacto ao ver o pessoal sénior do Tribunal Administrativo presente num seminário sobre “Técnicas de Auditoria” realizado no Hotel Avenida! Essa notícia, que julgo ainda estar no website dessa instituição, permite ter uma amostra de como as regiões deste país andam representadas nas nossas instituições públicas!!
A pergunta é: “Este país só tem quadros da zona sul”??
Num país onde, só a partir do próximo ano é que se perspectiva o início do processamento de salários da Função Pública nalguns distritos, falar de “descentralização” não é apenas um mito, mas uma grande porção deles! O centralismo decisório e a estrutura governativa “top-down” fazem com que a “franja do topo” não só exerça uma tremenda influência no resto da nação, como também se posicione como a principal beneficiária dos recursos do país (altos salários, regalias, ajudas de custo, etc)! Quando essa “franja” é constituída por uma amostra dos segmentos menos populosos (note-se que o camponês de Zavala tem as mesmas dificuldades que o de Molevala) e de uma região “externa” à maioria dos recursos geradores de “riqueza nacional”, os elementos atrás referidos sofrem uma exacerbação com factores exponenciais!!
A noção de “Unidade Nacional”, não se circunscreve apenas às “elites governativas”, mas não há dúvidas que é nelas que o rebanho se inspira, é delas que constatámos atitudes e adoptamos comportamentos!!
Para individuos como eu, que já viveu em grande parte das províncias deste país, invariável e sistematicamente governadas por indivíduos do sul, não me ocorre ter observado ou ouvido falar de atitudes divisionistas ou desreipeitosas das populações para com os seus líderes, apenas porque estes não eram da sua tribo ou região!! “O teu líder é o teu lider”, parece ser o “moto” de grande parte da população deste país!!!
Se são verdadeiros os relatos segundo os quais, a caravana de Rosário Mualeia, aquando da sua governação na província de Gaza, era acompanhada de sonoros “chingondoooo”, “chingondoooo”, dos seus governados e que, quando caiu gravemente doente, em praticamente risco limiar de vida, os seus problemas de saúde não foram resolvidos em clínicas luxuosas de Nelspruit ou Johannesburgo, mas lá na sua terra natal-Mecubúri, situação seguida pela medida de não se alimentar de comida preparada pelos seus administradores distritais quando em visitas de trabalho, então, “Unidade Nacional”, na sua total extensão, é um debate que ainda não começou a ocorrer neste país!! Esse debate precisa de ser feito sem quaisquer tipos de pudor ou medos!! Os bois precisam de ser agarrados pelos chifres!!
Este país tem inúmeros problemas e desafios que exigem um esforço conjunto! E, andar a olhar para linhas étnicas, como critério fundamental para apontar os dirigentes dos vários organismos sectoriais, descurando outros tão importantes como a “competência”, "integridade intelectual e ética", etc, não só é uma enorme distracção, contraproducente, e nos vai afundar cada vez mais e mais, como consequência dos efeitos perversos tanto sociais, políticos, económicos, psicológicos, etc, cada vez mais polarizantes, que vão sendo introduzidos no nosso espectro nacional!!
Este artigo não surge de forma alguma como “catalizador” ou “agitador” às populações das regiões centro e norte deste país para que tomem qualquer que seja a atitude radical!! Antes demais, é dirigido às gentes do sul, para que façam uma introspecção e imaginem se um cenário hipotético em que seus Ministros e altos governantes sejam só makondes, só machuabos, só masenas, só makuas ou só majauas, será do seu inteiro e total agrado!!! Mães, esposas e filhos dessas tribos estão a assistir pacientemente às passareles das tribos do sul do Save, há mais de três décadas!!
Somos um país “uno e indivisível” ou então, não somos!! Estes divisionismos e descriminação, venham de quem vierem, devem ser veementemente rejeitados por todos os povos e tribos que habitam esta terra!!
Se a medida de realização de matérias como “pobreza absoluta”, “soberania nacional”, “revolução verde”, “Unidade Nacional”, etc, encontram o seu “cume dos Himalaias” apenas em retórica vazia e desconexa da realidade e da atitude no terreno, então, de uma coisa, todos nós Moçambicanos, podemos ter certeza:
“We are heading to a disaster”!!!
Um abraço fraterno à "Unidade Nacional", integral, efectiva e balançada de todos os povos e tribos que habitam esta nossa terra, Moçambique!!
Já começou e será notado, com tom cada vez mais virulento e, à medida que nos formos aproximando do periodo eleitoral, o discurso da “Soberania Nacional”! É inclusive, surpreendente, que esta tenha sido tomada como um dos “pilares” do seu manifesto eleitoral!!
Basicamente, a “tese” discursiva será assim: “Que estamos em perigo iminente de sermos recolonizados, de perdermos a nossa independência!! Existe uma ameaça externa, se a opção de voto não for a Frelimo”!!
Porquê?? “Nada mais, e nada menos, porque o presidente do MDM se deslocou à Europa após a Assembleia Constituinte deste partido” onde, dentre outras coisas, contactou a diáspora Moçambicana (note-se que existe o circulo eleitoral da Europa), deu a conhecer o partido e seus objectivos, criou parcerias com partidos que partilham a sua linha ideológica, etc!!
Preparem-se para a quantidade de “toxinas” que irão infestar o ar, porque esta gente acredita que pensamos com os pulmões!! E, pensam, “nada melhor que lhes infetar o sistema respiratório”!!
A nossa “Soberania Nacional”, dirão, será abalada por um hipotético “factor externo”! Mas, não se irão dar ao tempo de olhar para a sua própria casa e, à luz dos mesmos “critérios”, fazerem uma introspecção do que tem sido a defesa desta mesma “Soberania”, após a independência nacional!!
Da sua campanha panfletária e propagandísta ao estilo Goebbelsiano, nada se ouvirá das suas “parcerias” com os Chineses que têm estado a dizimar sem dó nem piedade as nossas florestas, e, para o cúmulo, à margem da lei, ao ponto de alguns directores provinciais de Agricultura aparecerem na imprensa a lamentar-se, nos mesmos moldes que o antigo Procurador Madeira, da peste dos “intocáveis” que impunemente continuam a delapidar os recursos deste país!!
Deles, nada se ouvirá falar destes mesmos Chineses que dia e noite tratam o Moçambicano “como animal”, nas obras que financiam e suas empresas vêm aqui construir! Ninguém falará como este cenário está a salvaguardar a nossa Soberania e já agora, o conceito oco da “auto-estima” também!
Vão pretender pintar o MDM como o “lacaio dos Europeus” mas, na sua campanha panfletária e propagandista, nenhuma linha indicará que são esses mesmos “Europeus” que pagam mais de 60% do “Orçamento Geral do Estado”, dinheiro esse que tem estado a ser desviado para produzir os “empresários de sucesso” e “ricos artificiais” que pululam pelos “parágrafos” de certa imprensa, quando no “terreno”, ninguém sabe onde se encontram os seus “canteiros de hortaliças” ou os seus “aviários de patos”. Ninguém falará como é que isso contribui para a salvaguarda da nossa "independência" e "soberania" nacionais!
Apesar dos artigos 17 e 21 da Constituição da nossa República indicarem que “Moçambique estabelece relações de amizade e cooperação com outros Estados” e, inclusive até, realçando no segundo caso, “laços especiais de amizade e cooperação” com os paises de lingua oficial portuguesa, etc, preparem-se para o tipo de linguagem que está para vir, possivelmente revelando tons de racismo explícito!!
Na senda destes mesmos artigos e, no que tange à “reciprocidade de benefícios”, ninguém falará, dentre outros, dos acordos de pesca de 10.000 (dez mil) toneladas anuais de atum, assinados à troco de 900.000 Euros (novecentos mil) com a União Europeia e, o que o país exactamente ganha com isso, quando se sabe que, em certos mercados, a venda desse produto pode superar as centenas de milhões de dólares!!
Mas senhores! Já chega de contar histórias que “o nosso inimigo está no exterior”, quando ele dorme aqui, à meias-paredes connosco!! Aliás, baseado nesta mesma lógica, foi cantado aos quatro ventos que “uma mão externa e invisivel” é que esteve na origem do “5 de Fevereiro”, quando na verdade, políticas “insensíveis” ao clamor deste povo, foram sendo sistematicamente adoptadas!!
O povo africano sabe bem que, mais do que os “mercadores de escravos”, a grande tragédia neste continente foi perpretrada pelos seus semelhantes que, à troco de “bijuterias”, entregaram os seus próprios irmãos à miséria!! As “bijuterias” do séc. XXI vêm na forma de “minúsculas acções” na multinacional X ou “gorjetas chorudas” na aprovação do negócio Y, que fazem com que, empresas que pagam taxas nenhumas, sob pretexto de estarem a gerar emprego, se ponham a expulsar trabalhadores Moçambicanos ao mínimo assobio de “crise económica mundial”, sem sofrerem quaisquer consequências e, veja-se, em ano em que declaram milhões e milhões de dólares de lucro!!
À luz da Constituição, a noção de “Soberania Nacional” (Artigo 133) é bastante explicita! De que modo vocês a têm salvaguardado e, como o MDM a vai “perigar”, é um debate que esta sociedade está pronta a ter convosco!!
- Presidente da República: Deviz vai ser “maquilhado” como um indivíduo loiro, de olhos azuis! Mas ele tem a alma dos seus ancestrais lá em Machanga e é filho de Urias e Celina Simango, Vice-presidente da Frelimo, que defendia uma sociedade justa e livre, como a nossa actual Constituição "tentativamente" estabelece (urge reduzir os poderes do P.R), e que vocês o aniquilaram! Foi ele quem orientou as cerimónias fúnebres de Eduardo Mondlane (que também precisam explicar como morreu), a quem vocês hoje com motivos eleitoralistas e, após 40 anos de total ostracismo e esquecimento, dedicam o ano de 2009, sem sequer mencionar que tipo de Moçambique esse homem e outros verdadeiros nacionalistas visionavam e o que vocês têm feito a esse propósito!
- Assembleia da República: o MDM vai ser “pintado” como uma fabricação do ocidente! Mas todos aqui sabemos que foram cidadãos anónimos e verdadeiros patriotas que se fizeram à rua, a 28 de Agosto de 2008, após verem os dois melhores Autarcas do país, serem preteridos pelas suas respectivas formações partidárias!! Enquanto os Maputenses, mesmo nervosos pela partida do seu Autarca querido digeriram a dor silenciosamente, os Beirenses se fizeram à rua e despoletaram os eventos que todos nós conhecemos! Essa é a génese do MDM! Essa é a essência da moção subtil e determinada deste povo que, a 28 de Outubro de 2009 vai rejeitar o “Moçambique para Alguns” que impera há mais de 3 décadas neste país (mau agrado, deviam ter percebido que 28 não é um bom número para déspotas)!!
- Tribunais: para além de alguma atitude cosmética (casos “Manhenje” e “Aves de Rapina dos A.D.M” que, confessadamente, andaram a transferir dinheiro para as contas da Frelimo e ninguém no M.P move palha), o Ministério Público ainda a ninguém convenceu que não anda à rédea curta do Executivo! O Tribunal Administrativo não se cansa de revelar falcatruas, mas não se observa qualquer “follow-up” para chamar os perpretradores à juízo criminal! Indivíduos bem conhecidos e identificados, e que são presença habitual nos relatórios anuais desta instituição, não pagam os créditos devidos ao tesouro do Estado e ninguém os toca! Esses mesmos indivíduos delapidaram o Banco Austral e, quando um jovem íntegro e inteligente, “verdadeiro nacionalista”, quis salvaguardar os bens e a nossa “Soberania Nacional”, eliminaram-no sem dó nem piedade e, até hoje, fingem que estão a procurar pelos culpados!!
- Conselho Constitucional: aconselho os membros deste “Órgão de Soberania” a assistir o filme "Amistad", realizado por Spielberg em 1997, para perceberem que, apesar das "pressões políticas", que não conhecem épocas, nem sociedades, quão importante é a "independência de actuação do Sistema Judicial" não só para as comunidades onde se encontra inserido, mas também para outros povos deste planeta que habitamos!! Conforme diz um dos personagens, é esta "independência" que torna uma sociedade livre!!
Querem falar de “Soberania Nacional”?? Falemos, mas não pensem que ela se encontra salvaguardada porque “os senhores de escravos que temos hoje não são brancos, mas irmãos negros como a maioria deste povo”!!
A “Soberania Nacional” é salvaguardada se as políticas sectorias em vigor, são desenhadas e têm impacto positivo (saliente-se) nas vidas dos 21 milhões que constituem o povo desta pátria!! Disso, vocês não querem falar e pensam que este povo vai continuar a votar para que “alguns Moçambicanos”, uma ínfima porção de “famílias” (que Pedro Nacuo recentemente bem descreveu), continuem a açambarcar os recursos que os nossos ancestrais nos deixaram!!
Já chega!! Já chega!!
E, se resta algum pudor dos nossos “Órgãos de Soberania”, que chancelem quanto antes, a constituição do partido MDM, para que os 70% que não foram votar em Guebuza, saibam o que é verdadeiramente, um “Plano de Governação” para o "Desenvolvimento"!!! Este eleitorado está ávido em conhecer as políticas que conduzirão a um “Moçambique que Seja para Todos”!!!!!
Os níveis de eficiência e eficácia na nossa terra estão a atingir patamares surpreendentes!! É que, para um Organismo formado à luz da Constituição que, num intervalo de 5 anos, se reune apenas pela terceira vez (esta inclui a "tomada de posse"), é realmente surpreendente que os “cabeças” desta terra tenham tomado desta forma, a decisão do dia em que, sem dúvidas, vai ser posta à prova a capacidade das nossas Instituições Administrativas Eleitorais, pelo facto da imprecedente realização de três eleições num só dia!
“Decisão”, pressupunha a prévia auscultação das “premissas” apontadas para a escolha dessa data e julgo que, a partir daí, os membros do Conselho iriam pedir esclarecimentos e dar o seu próprio “input” ou propostas sobre o assunto. Quando eu olho para estes “15 minutos” fico “ressentido” que tenha havido, de facto, alguma discussão entre os nossos mais velhos!!
Se os nossos “Conselheiros de Estado” se reunem para se sentar e dizer “eu concordo”, sem qualquer avaliação crítica, eles devem estar preparados para assumir a responsabilidade se algo, de muito grave, acontecer e estiver directamente ligado à esta tomada de decisão!
Quando é matéria actual de discussão, a nossa “cultura (acrítica) de consenso e unanimidade”, esta ocorrência ao mais alto nível, torna-se num imediato “caso sério de estudo”!!
Esperamos e rogamos que o dia 28 de Outubro, seja um dia de festa e de reencontro da família Moçambicana, para que Todos Juntos tomemos a “decisão” (chega sempre a vez de cada um) do nosso futuro, de um Moçambique que Seja realmente para Todos!
Que Deus e os ancestrais desta terra nos protejam de todo o mal e de quaisquer constrangimentos nesse dia e durante o processo a ele conducente!!!
P.S – O que aconteceu com o Dhlakama? Estará ele a manifestar a sua “reivindicação” por Guebuza não o ter atendido noutras ocasiões em que propôs que o Conselho fosse convocado? Estará ele manifestando alguma “revolta” por Guebuza não ter acedido à “negociação” proposta, por altura das eleições autárquicas passadas? Seja qual for o caso, Dhlakama devia saber que as eleições não são uma questão “partidária”! Atitudes como esta é que a fazem parecer! Esta é uma questão (eleições) que tem implicações directas para os destinos desta terra! Esta é uma questão de interesse nacional, em que os partidos aparecem apenas como meros “actores” ou “mandatários” do povo!! Dhlakama perdeu mais uma ocasião de ser um desses “mandatários” e de mostrar à sua “constituency” a sua visão e propostas sobre estes pleitos eleitorais que se avizinham! (Quem sabe, esta “crápula” postagem dos “15 minutos”, nem sequer estivesse aqui!!) Alguém já devia ter informado a Dhlakama que, “a Democracia não deve ser considerada funcional, apenas quando esta tem implicações directas para a sua barriga”!!
Este artigo surge como “reflexo” do “Para que Não Seja Cúmplice” do ilustre bloguista Egídio Vaz, cuja acutilância, verticalidade e rigor crítico são sobejamente conhecidos nestas bandas!
Não tenho dúvidas que o referido artigo pôs muitos “progressistas” (leia-se amantes da democracia pluripartidária; pró-MDM) de cabelos levantados (hehe)!! “Cabelos levantados” porque o artigo pode e nalgumas das suas asserções deixa mesmo transparecer a ideia que Egídio Vaz esteja contra a formação deste partido! Porém, na minha humilde percepção, não é esse o móbil do nosso bloguista (se estiver enganado, que me elucide)! Vaz, que é um reconhecido debatedor, não se coibiu de ser sí próprio, de fazer questionamentos e partilhar as suas inquietações! Não vejo aqui mais do que um exercício legítimo em que questões pertinentes, no entender de Vaz, são levantadas para que o partido ora concebido, seja uma realidade bem sucedida! Se este país quiser evoluir, deve expurgar-se da legião de “yes-men” que pululam por todas as esquinas!! Não deve haver medo de debater e criticar mesmo as coisas em que ferventemente acreditamos!! Debate franco e honesto é uma necessidade permanente e como diz o Bayano, “a palavra de nenhum outro homem é final"! Que ninguém se alarme, porque Vaz é do tipo de homens que este país precisa!!
Vamos lá então, por partes, ver que imagem este espelho tem aqui reflectida do artigo de Egídio Vaz!
Lí recentemente um texto que falava dos aspectos “assustadores” que, mesmo volvidos todos estes séculos, a “Teoria de Evolução das Espécies”, de Charles Darwin ainda representa! No princípio, era a Frelimo, formada da aglutinação de outros três movimentos UNAMI, MANU e UDENAMO. Uma vez alcançada a independência, a “elite” que tratou de assegurar o poder político-ideológico na última fase dessa guerra, por um processo que os nossos manuais de história ainda não descrevem, achou que a sua acção prioritária era assegurar uma coleira para cada um dos seus cidadãos, pronta a ser apertada (e “naturalmente” sufocá-lo) sempre que este ousasse ter ideias próprias ou pensar de forma diferente como havia sido instruído a fazer! Porque não era possível viver sob um totalitarismo de tamanha natureza, desse movimento outrora “unificado”, verificou-se uma cisão que culminou com a tragédia da guerra civil, da qual, todos nós, directa ou indirectamente, sofremos as suas sequelas!! Da boca do “general de 5 estrelas” desse movimento agora constituído partido Renamo, mais de 60% dos seus membros (ele incluso) provieram (desertaram, se quiserem) das fileiras da Frelimo!
Como parte das cláusulas do “Acordo de Roma” veio a nova Constituição da República, o país se abriu ao pluripartidarismo e, verdade ou não, que a Renamo lutou pela democracia, Dhlakama se acomodou nos colchões de dinheiro que o seu partido recebe dos nossos impostos, como resultado da sua representatividade à nivel parlamentar! Para além da sua gestão partidária em moldes “domésticos” e postura assumidamente “ditatorial”, o “general de 5 estrelas” se esqueceu que essas atitudes não constavam dos termos de referência daqueles que rejeitaram o totalitarismo em primeira instância e aspiravam por uma sociedade em que as liberdades individuais e colectivas são respeitadas, o ideal de progresso e desenvolvimento da nação é permanentemente debatido e o Estado de Direito é vigorosamente defendido.
Nova cisão (deserção) inevitavelmente acabou ocorrendo (está a ocorrer) na Renamo! E não foi por falta de aviso: inclusive neste blog, alertamos ao Fuhrer que, a sua inabilidade em fazer reformas profundas em tempo útil, iria causar danos irreparàveis a sua máquina partidária! Se a nossa “profecia do diabo” que, se se chegasse ao ponto em que um novo partido tivesse que ser formado, a Renamo desapareceria do panorama político Moçambicano, estava certa ou não, a realidade mostra que este partido está a sofrer “golpes de morte” a cada dia que passa!
Aqui devo discordar do amigo Egidio Vaz que, um partido formado por “desertores” ou a deserção em si, seja um empecilho à sua própria génese! Esta “mutação” faz parte do processo natural de evolução das “espécies políticas” nesta Pérola do Indico! Este não é um processo infalível, mas tentativo e continuo, em que os ideiais de democracia, justiça, tolerância, debate franco e aberto, o Estado de Direito e o progresso desta nação são persistentemente perseguidos! Em cada uma destas “fases” (cisões), a fasquia e os “standards” destes valores que a nossa sociedade aspira são elevados para patamares mais exigentes! No entanto, devo concordar com Vaz, quando refere que o MDM deve priorizar a “excelência” e a “competência” dos seus quadros!! Espero que não se esteja a passar a ideia que os quadros visíveis tenham que ser todos Phd’s, mestrados ou licenciados! Há muitos “analfabetos-formados” por aí, que não se fartam de ostentar os seus graus académicos, mas cujas atitudes nos deixam completamente boquiabertos! Os extractos da sociedade têem que se rever nessa formação e é fundamental que todos eles estejam cometidos em assegurar e trabalhar arduamente em prol desses ideiais que esta nação aspira, faz muito tempo! Que não se cometam os erros de outros partidos que diziam ser dos “operários e camponeses”, quando na realidade, ninguém dessa classe conhecia a porta da sede do partido.
Que há muita gente “valiosa” que ainda não mostrou a cara, certamente que há! No fundo, todos nós conhecemos a realidade da sociedade em que vivemos, parte da qual se pretende aqui mudar. Depois da perseguição abertamente desencadeada a intelectuais como o Namburete, Mussá, Araújo e tantos outros, que “ousaram” ter ideias próprias, seria muita imprudência se todos aqueles que detém cargos públicos, homens de negócios e não só, de hoje para hoje, se apresentem publicamente a apoiar o MDM!! Isso irá ocorrer gradualmente e não é necessário que todos estejam na mesma frente! Mesmo na altura da luta pela independência nacional, muitos nacionalistas andavam aqui pelos corredores citadinos, nos gabinetes coloniais, mas o seu trabalho não foi de menosprezar! “O segredo é sempre uma forte alma do negócio”!
Da mesma maneira que Darwin notou por exemplo que os chimpanzés e gorilas adultos tinham um comportamento que se assemelhava ao de crianças (humanas) vemos ainda hoje, em pleno sec.XXI que os totalitaristas e sua vassalagem consideram um “princípio universal” que, um grupo restricto “pense” e o resto se limite a “cumprir”! Se os detentores da capacidade de pensar disserem que o “Estado da nação é bom”, a “vassalagem”, sem se questionar (porque isso pode ser crimethink), “se faz megafones” e se põe a difundir a mensagem aos quatro ventos! Não há dúvidas que esta espécie política ficou estagnada e não evoluiu. Aquilo que na Renamo vulgarmente se apelida de “falta de disciplina partidária” pode ser, na realidade, o prenúncio da fasquia de um diálogo franco e aberto que foi elevada, mas esse pressuposto deixou de ser observado por aquela liderança nepotista que achou que, a melhor forma de deter o poder incessantemente era se comportar como aqueles aos quais se distanciou em primeira instância! O que se viu é que esse “diálogo” que deveria ocorrer de forma trivial, mas cujos “canais” estavam a ser insistentemente estrangulados, encontrou formas de se desinvencilhar dessa situação, porque a essência para que isso aconteça, existe! Resultado: como prato de cada dia, a roupa suja passou a ser lavada em hasta pública!
Do MDM, não se espera qualquer forma de obliteração destes princípios, valores e ideais atrás referidos! O MDM não é Deviz Simango, mas a moção, subtil e determinada, das aspirações colectivas desta nação. A sua habilidade de granjear simpatias do povo moçambicano dependerá da sua capacidade de preencher o enorme vazio que se observa no nosso panorama politico nacional e que as outras formações políticas nunca se esforçaram em colmatar com acções concretas! Depende do seu cometimento em materializar os anseios desta maioria completamente alienada e excluida! O sentido de propósito aqui é claro e não se pode desvirtuar o foco de acção!
O amigo Vaz sugere também que seria salutar esperar que Dhlakama abandonasse a liderança do partido, em vez de se ter avançado para a criação do MDM. Eu pensei que estivesse mais do que claro que o “general de 5 estrelas” betonou os seus pés no "trono da oposição" e, mesmo que quisesse sair, a situação a que se submeteu, o impediria! A própria expulsão de Deviz foi o culminar dos “medos” que não deixavam o Fuhrer dormir, pela ameaça crescente que este Autarca, com a sua postura governativa exemplar, ia representando à liderança do partido! O custo que este país iria incorrer até que os membros das comissões políticas dos “partidos guerreiros” se reformassem (se é que eles sabem que isso de reforma realmente existe) ou que “mother-earth” os chamasse, é algo que nós e os nossos filhos não podem suportar! Está mais do que claro que, mesmo apesar do discurso tolerante e reconciliatório de Daviz, antes e depois das eleições, nada mudou no comportamento da liderança da Renamo e, continuar a bater com a cabeça na parede já não era opção! Estamos há anos-luz que coabitar com a “oposição retrógrada” deixou de ser possível! Todas estas ditas “lideranças históricas” não conseguem imaginar um mundo em que eles deixem de ser os actores principais! A formação do MDM surge como um “by-pass” a toda essa gente que, mesmo sem visão clara dos destinos a dar a este país, não quer arredar o pé! Surge como oportunidade para um outro tipo de liderança, jovem, inclusiva e sem as mãos manchadas de sangue! Se o povo quiser, fará isso acontecer! Se não quiser, teremos mais tempo disponível para lamentar da nossa sina!
Outro aspecto que me faz discordar do amigo Vaz, é o espectro geográfico que propõe para a actuação do MDM! Não é só a população do centro que aspira aos ideais da democracia e de desenvolvimento! Em nada diferem as dificuldades sentidas pelo cidadão em Massangena ou em Nametil! Já foi bom que todos os distritos estivessem representados na Assembleia Constituinte, mas agora é necessário que o partido adopte uma estratégia coerente de inserção em todas as regiões do país, sem a mínima excepção!! Sem trabalho árduo e sem correr riscos, também não se podem esperar frutos apetecíveis! Pela primeira vez na nossa jovem história de democracia, o MDM tem a possibilidade de pôr em prática o princípio de que o cidadão membro ou simpatizante é que financia o partido e não o contrário! Tudo é possível and “the sky is the limit”!
Enfim, estava aqui apenas a “ruminar” algumas ideias e, como “a palavra de nenhum outro homem é final", não se coíba de contribuir com os seus cêntimos para este debate!
Quando do recente encontro do Conselho de Ministros alargado a “outros quadros” (definição ainda precisa-se), na vila da Namaacha, para supostamente avaliar o estágio da execução do plano quinquenal, ouviu-se nas suas recomendações finais apenas, o apelo à “criatividade” dos nossos governantes para materializar as promessas eleitorais do partido no poder, pairou no ar a sensação de que o evento não passara de uma sessão de “comeretes e beberetes”, com impacto diminuto para a realidade prática da maioria dos moçambicanos, que batalham num mar de dificuldades no seu dia-a-dia, nesta Pátria Amada!!
“Criatividade” não é palavra adequada para descrever ou orientar qualquer que seja o tipo de governação!! Este termo é apropriado e recomendável a “artistas” e “entertainers”!! Em “governação” fala-se de “políticas sectoriais”, “planos de desenvolvimento”, etc, cuja execução engloba uma cadeia de acções bem definidas, que devem ser implementadas com a disposição de determinados “meios” e cujos resultados, num “time-frame” previamente estabelecido, devem ser observados! Se alguma coisa não está de acordo com o “planificado”, as suas causas são encontradas, os planos reavalidados e factores correctivos correspondentes são aplicados!! É assim como costumamos “digerir” informação referente à “avaliação” do que quer que seja!!
Quando neste processo de “avaliação”, tudo o que se nos pede é “criatividade”, então, é bem provável que não exista plano algum, ou que não se saiba o que está mal e, consequentemente, o que fazer para corrigir a situação!
Em “governação”, e neste contexto particular, “criatividade” equipara-se a “improvisação”!! E, “improvisa-se” quando não se está preparado ou não se sabe o que fazer em determinado momento!! Alguém pode dizer, que medidas concretas foram apontadas nesse encontro para corrigir o estágio precário que assola a nossa agricultura, numa altura em que numerosas bolsas de fome se observam em quase todo o país e a maioria de produtos alimentares são importados com divisas que não temos? Ou, a cada vez crescente, problemática de transportes urbanos? Ou, para a reactivação do nosso parque industrial que andou a ser entregue de “bagatela” a indivíduos sem conhecimento empresarial ou capacidade financeira alguma, mas porque somente eram “camaradas”? Ou a problemática da criminalidade?? Ou algo coerente para a exploração dos nossos recursos minerais, principalmente pedras preciosas de elevado valor que andam a ser extraídas e vendidas ilegalmente sem benefício algum para o país (Em vez da nossa Ministra andar a correr para Bárue ou Mavago, cada vez que um garimpeiro ilegal é apanhado com minérios valiosos, terá ao menos sido considerada, ao sabor de cervejas e camarões tigre lá na Namaacha, a necessidade urgente de um estudo geológico e mapeamento do que existe e onde, no nosso subsolo e os modelos de sua exploração)?? Ou a “destruição elaborada” que o nosso Sistema de Educação está a sofrer?? Só para citar alguns.........
Com todos estes “câncros” em sectores chaves que já deveriam estar a dinamizar a nossa economia e, há menos de um ano do fim do mandato, tudo o que se pede aos nossos governantes é “criatividade”, “folclore” e “habilidade de entreter o eleitorado”??
Como prova de que, nada fora abordado nesse encontro para resolver estes “problemas concretos” e, ao invés de ouvirmos falar da formação de “comissões ministeriais” para dinamizar a implementação dos aludidos planos sectoriais (se é que existem, mesmo), esses “altos quadros”, que estiveram a comer e a beber do melhor com o dinheiro dos nossos impostos, e, dos quais deveríamos esperar acções enérgicas e vigorosas, são, uma semana depois, enviados à Beira de “pára-quedas” (a avaliar pela rapidez da sua mobilização) para ir resolver problemas partidários!!
Por causa disso, “nosotros” contribuintes somos livres de considerar que aquele encontro camuflado de “Conselho de Ministros Alargado a outros quadros”, e realizado às expensas do Erário Público, não passou de uma “sessão extraordinária” político-partidária!!
Se andávamos a fingir, agora já não é mais possível esconder!! O “MDM”, ainda no seu processo de gestação (e que parto, ladies and gentlemen!!), está a provocar “pulgas” a muita gente!!
O “timing” e as “demarches” ora em curso pelas até aqui consideradas duas maiores formações político-partidárias, nos dá uma amostra de quão abaladas estão as suas “elites” e o seu “status-quo”!!!
O povo Moçambicano não está cansado de ser “manipulado”!! No fundo, isso nunca aconteceu!! Esta “escumalha rêles” e “analfabeta”, mas tão sábia quanto a soma dos cérebros de todos aqueles que fingem trabalhar por ela, quando na realidade estão apenas empenhados em concentrar todos os recursos do país nos seus bolsos, nunca teve, até aqui, “alternativas credíveis”! As abstenções superiores a 50% nos sucessivos pleitos eleitorais, são prova irrefutável que o grosso deste povo não se identifica com o modelo de governação ora em vigor e nem com a postura das aludidas duas maiores forças político-partidárias!! O povo não podia estar mais certo: na realidade, estas formações políticas são, na sua essência, similares! Basta olharmos para a sua postura governativa “doméstica” e “ditatorial”!! Basta olharmos para a sua aversão à juventude, que se teme, “poderá vender o país”!! Porque para eles, a governação é algo restrito a “políticos” (muitos deles, com muito baixa escolaridade e sem visão clara pra lá da detenção de poder), não admira a sua repulsa e afronta aos “académicos” que, neste momento, deveriam estar a adicionar valor, às várias estratégias de resolução dos problemas que enfrentamos!!
Por isso, Caros Compatriotas, é altura de nós, o povo Moçambicano, unido do Rovuma ao Maputo, mostrarmos a todos os hipócritas que usam o poder apenas para avançar as suas agendas individuais, que, antes de mais, é a nós que devem ouvir e à resolução e materialização dos nossos anseios em que se devem empenhar e concentrar dia e noite!!!
O “MDM”, que surge como nossa oportunidade soberana para a instauração de uma democracia real, que vem buscar a sua legitimidade no povo e se predispõe a trabalhar em prol deste, acaba de tomar a decisão “correcta e corajosa” de concorrer nos pleitos eleitorais que se avizinham!!
Mudar o “curso do rio” é algo que só depende de nós!! O “5 de Fevereiro” e a “Revolução de 28 de Agosto”, nos mostraram recentemente, a infalibilidade da capacidade de “resiliência” e “determinação” deste povo!
Chegou a altura de MUDAR!!
• Mudar para um regime que não governe este país com sentido de “propriedade” das pessoas e dos recursos desta terra!! • Mudar para um regime que não obrigue os funcionários públicos a se filiarem ao seu partido, sob risco de perderem os seus postos!! • Mudar para um regime que não aliene o grosso do empresariado nacional, apenas porque não tem um “testa de ferro” que esteja de gracinhas ou seja da “nomenklatura”! • Mudar para um regime que promova e implemente mudanças constitucionais atinentes à instauração de um Estado verdadeiramente de Direito, com a separação clara (e não folclórica) de poderes, com o respeito pelas Leis e que os “Manhenjes” e todos aqueles que fazem manchete habitual nos relatórios do Tribunal Administrativo, devolvam o que devem ao Estado (que somos todos nós) e que paguem adequadamente pelos seus crimes!! • Mudar para um regime em que a “declaração de bens” dos seus dirigentes e a sua evolução temporal (anual) seja conhecida pelo público e não apenas por uma minoria com as "mãos atadas" ou que está de conluio com a corrupção, assobiando sempre para o lado, enquanto falcatruas enormes são mantidas em "água de bacalhau" (quem não deve, não teme - diz a sabedoria popular)!! • Mudar para um regime que promova a “excelência” e a "competência", ao contrário do “lambe-botismo”, “escovismo”, "fofoca" e "confiança política" para tudo o que seja ministeriável!!
Essa tarefa está ao nosso alcance e só depende de nós!!! Esse país será melhor para todos nós, mesmo para aqueles jovens que hoje, movidos pela ganância e pela vida fácil, andam pelos círculos decisórios feitos de “meninos de recados”, “queimando” o seu zelo e saber apenas para assegurar a “barriga” do “status-quo”, mesmo que para isso não tenham voz alguma e recebam como compensação, migalhas!!!
Jovens!! Vamos lá pensar grande!!! Vamos lá fazer grande!! Let’s take our country back!!
"Temos que perceber e pôr em prática que, o bem estar se constrói com trabalho árduo e honesto!!" Jonathan McCharty
"Our effort is not to fight against poverty but, to develop our country! We put our stakes higher when it's to deal with challenges!" Jonathan McCharty
Se o sonho, é o motor que galvaniza a humanidade, então venha dai!! Arregaça as mangas, os pés no chão, olhos bem abertos, mente lúcida e venha sonhar comigo!!!!!!!!!
Gosto de partilhar o pouco que sei, que conforme alguém disse (terá sido Newton?), "é sempre uma gota no fundo do oceano"! Tudo na vida se resume a "opções"! Ou estamos satisfeitos com a nossa condição ou pretendemos mudá-la!
Sobre a aula magna de Óscar Montei1ro
-
Por Rui Pinto Monteiro
A Lição do Kota Oscar
Começo por pedir desculpa ao Professor Doutor Óscar Monteiro — e faço-o
antes que algum guardião dos título...
Isabel e Joacine, duas mulheres desesperadas
-
É pouco provável que os destinos de Joacine Katar Moreira e de Isabel dos
Santos alguma vez se tenham cruzado. Uma nasceu “negra, gaga e pobre” , e,
conf...
MORRO DO SEMBA (III)
-
Regresso a este album de Memorias de Ruy Mingas (2006), ja' antes aqui
passado, para dele repescar algumas perolas, pelo que nelas sobrevive de
semba, por ...
O Emprego
-
O Emprego
Júlio S. Mutisse
“Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar.”
By: Wellyngthon Marques
Não existe discurso de uma organização juveni...
Novo espectro de Guerra? E os Investimentos?
-
Escrevem vários órgãos de comunicação social que a Renamo e o Governo
estão a endurecer as suas posições. Entenda-se, estão, ambos, a
dissuadir-se mutuame...
Sr. Dhlakama! Podemos nos reconciliar?
-
O país celebra a passagem de 20 anos da assinatura dos acordos de Roma.
Acordos que, para a família Saiete, representaram apenas o calar das armas
e não ...
O silêncio também é funcional
-
*A fazer fé da informação veiculada nas páginas das publicações da
Mediacoop, o director do Gabinete de Propaganda e Mobilização do p...
Antuerp
-
We spent 7 days in Antuerp. My sister was graduating from her studies, and
we just ough to be there. First of all I booked the tickets three weeks in
advan...
A via pública: palco para teatro gratuito
-
Nunca se falou tanto sobre o desenvolvimento como nos Séc. XX e XXI, em que
foram igualmente criadas expressões derivadas deste conceito como é o caso
do...
Um site de estatística interessante
-
Por7ugal : Educação em Números!
Que tal uma página destas para Moçambique?
Quem vê o que os outros não podem ver sofre por eles
Maputo, afinal é possivel?
-
*Maputo está em polvorosa e não é à toa! Representantes de 47 países
africanos encontra-se-ão na cidade das acácias para os X Jogos Africanos.
Sem margem ...
...E assim termina o resguardo
-
Do lado dela, tudo se acumula: a amamentação, as noites sem dormir, os
hormônios enlouquecidos...
Em meio a esse turbilhão, ele aguarda ansioso por uma noi...
para isso eu vou votar
-
sera que no manifesto eleitoral deste ano vamos ter/ver algo sobre a
reducao dos impostos de quem produz? alargar a base tributaria nao deve ser
a tarefa n...
Sem fôlego
-
*O fim*
*Caros amigos,*
*Iniciei este blogue há três anos com o intuito de proporcionar um espaço
de discussão de assuntos moçambicanos com privilégio ...